quarta-feira, 20 de julho de 2016

Lúdico nos Sinais de Pontuação.Dramatização do Poema Quem é Importante? de Samuil Marchak e Tatiana Belinky. Texto o mistério da herança. Atividades



A pontuação  é um sistema de sinais que tenta reproduzir na escrita as pausas que damos na oralidade  ao  pronunciar  os sons. Para representar pausas na fala, usamos o ponto, a  vírgula, o ponto e vírgula.   Nas entonações da voz, usamos os pontos  de exclamação e de interrogação.  

Além de pausa na fala e entonação da voz, os sinais de pontuação reproduzem, na escrita, nossas emoções, intenções e anseios, além de criar relações de independência ou
dependência entre frases e  organizar  as ideias  evitando que todo o texto pareça um amontoado de palavras. 

O poema Quem é Importante? de autoria do russo Samuil Marchak , traduzido e adaptado pela russo-brasileira Tatiana Belinky,   apresenta os sinais de pontuação de forma lúdica, divertida, mostrando a importância do seu  uso na linguagem escrita.  A autora  dá vida aos sinais de pontuação, personificando-os, atribuindo-lhes sentimentos humanos, como vaidade, orgulho e arrogância, além de  ressaltar  suas qualidades.

Sugerimos trabalhar o poema em forma de dramatização, para facilitar a compreensão dos alunos sobre a importância de usar esses sinais na escrita, bem como perceber seu uso de forma prática, concreta. Veja o quadro com os sinais de pontuação no final deste post. 

Sugestões para a dramatização

Os personagens podem se apresentar fantasiados e com cartazes  em cores diferentes, indicando  o nome do sinal  de pontuação que está interpretando e o respectivo símbolo. Aconselha-se usar a criatividade, mas sem exageros que dificultem a comunicação da  mensagem. 


Personagens: Dez Sinais de Pontuação citados no poema + o narrador (a  numeração obedece à sequencia  do  texto do poema). Sugerimos algumas fantasias. 


I - Narrador. Diz o primeiro verso e as falas iniciais sobre cada sinal de  pontuação, de forma enfática e engraçada. Em seguida, entra o personagem. O primeiro é o ponto de exclamação. 

II- Aluno(a) - Ponto de Exclamação.  Sugestão de fantasia: palhaço; 
      III-    Dom Ponto de Interrogação. Fantasia: fantasma/múmia (um lençol branco). Colocar o sinal de interrogação no centro da fantasia.
      IV - A Vírgula. Fantasia: vestir um balde de cartolina com a virgula e uma pequena frase: belo, bonito, lindo. 
      V - Ponto e Vírgula.  Após a fala da virgula, entram o   Ponto e Vírgula  fantasiado de coelho  segurando seu  cartaz, bem como o  Dois-pontos  fantasiado de gato  com  o seu cartaz.  O narrador fala e o Ponto-e-Virgula, em seguida, fazendo sua  provocação.  Sai de forma arrogante e de cara fechada. 
      VI - Dois-Pontos protestou:     – Importante eu é que sou! Eu preparo toda ação E a e-nu-me-ra-ção! ...  (falar recitando cada silaba, todo metido). 
VII - Reticências -   Aluna(o)  usando uma beca de papel com bolinhas e seu cartaz.
     VIII -  As Aspas -  Aluno/a  entra com um cartaz com uma pequena citação. 
      IX -  O Senhor Ponto. A  Cedilha  e o Travessão entram juntos  com o  Senhor Ponto, cada um  portando seus  respectivos cartazes. Usar becas em  cores diferentes. Simular  uma briga, quando entra o Senhor Ponto, colocando Ponto Final. 

O MISTÉRIO DA HERANÇA 

Esse  texto que  circula na  internet pode ser um ótimo recurso para trabalhar os sinais de pontuação

Um homem muito rico estava á  beira da morte, agonizando. Pediu papel e caneta e escreveu, sem pontuação, o seguinte testamento:

'Deixo meus bens a minha irmã não a meu sobrinho jamais será paga a conta do padeiro nada dou aos pobres. '

Não resistiu e bateu as botas sem fazer a pontuação. Ficou o dilema: quem herdaria a fortuna? Eram quatro concorrentes.

No dia seguinte, ao receberem o chamado do cartório, cada um dos citados deu ao texto a pontuação e a interpretação que lhe favorecia. 

1) O sobrinho fez a seguinte pontuação:
Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho. Jamais será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres.

2) A irmã chegou em seguida. Pontuou assim o texto:
Deixo meus bens à minha irmã. Não a meu sobrinho. Jamais será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres.

3) O padeiro pediu cópia do original. Puxou a brasa pra sardinha dele:
Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga aconta do padeiro. Nada dou aos pobres.

4) Aí, chegaram alguns moradores de rua. Um deles, sabido, fez esta interpretação:
Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do padeiro? Nada! Dou aos pobres.


Sugestões de Atividades

1)  Dividir a turma em quatro grupos. Cada  um  representará um concorrente  da  herança.

 Afinal, quem herdará a fortuna?

Grupo 1 - irmã;  Grupo 2 - sobrinho;   Grupo 3 - padeiro; Grupo 4 – pobres. 

a) Os grupos  devem  atentar  para  pontuação correta do texto, com o objetivo de deixar  claro com quem ficará a herança.

b) Ao final,  cada grupo  vai ao quadro de giz pontuar sua parte  e  ler para a classe.

Veja como deve ficar   a resposta correta de cada grupo:

GRUPO 1 –IRMÃ

Deixo meus bens à minha irmã. Não ao meu sobrinho. Jamais será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres.

GRUPO 2 –SOBRINHO

Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho. Jamais será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres.

GRUPO 3 –PADEIRO

Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres.

GRUPO 4 - POBRES

Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do padeiro? Nada! Dou aos pobres.

2) Chamar a atenção dos alunos sobre a importância de se pontuar adequadamente. 
3) Propor dividir a classe em dois grupos. Cada um  elabora um  texto de modo que a herança fique distribuída da seguinte forma:

a - Incluir todos os personagens como herdeiros da fortuna.
a - Incluir todos os personagens com exceção dos pobres.


Amplie seus conhecimentos. Clique nos links abaixo:

Da Alfabetização ao Ensino Médio: Sinais de Pontuação.Cartazes Com os Sinais de Pontuação. Jogral da Pontuação. O Poder da Vírgula. Conto Pontos de Vista. POESIA Pontos de interrogação. Atividades                                

 https://serravallenaafricadosul.blogspot.com.br/2014/05/da-alfabetizacao-ao-ensino-medio-sinais.html


                     Sinais de Pontuação

Nome do Sinal de Pontuação
                                  Quando Utilizar









01





      


     
Ponto (.)

- Para indicar o fim de um período simples, de uma frase com sentido completo. Ex: Nada mais tenho a dizer.
-Para abreviar:  Sr. (Senhor);  a.C. (antes de Cristo);  Adj.
 (adjetivo);  etc. (et cetera). Gostamos de maçã, banana, manga etc. (Certo).

Gostamos de maçã, banana, manga e etc. (Errado).
Etc. - significa "e outras coisas".  Como já possui o conectivo "e", não é necessário escrever "e etc.", nem precisa ser precedido por vírgula.

Quanto ao uso de reticências com etc. (etc...), devemos optar ou pelo uso do etc., ou pelo uso das reticências. 
Ex: Gostamos de maçã, banana, manga etc...   (Errado)
Gostamos de maçã, banana, manga etc.            (Certo)
Gostamos de maçã, banana, manga...                (Certo)

"Etc." refere-se a  "e outras coisas".  Não use para pessoas, pois  não são coisas. Para pessoas utilize "et al." (abreviatura de et alii, que significa "e outros").



02


Ponto de Interrogação (?)

- Para realizar perguntas. Você  tomou banho hoje  ?
- Para expressar vários  sentimentos (surpresa, indignação, expectativa, ironia...).    Ex: Roubaram os computadores da escola? (indignação). Você está me pedindo em casamento? (surpresa).  O seu time finamente venceu? (ironia).







03





Ponto de Exclamação (!)


- Para expressar sentimentos tais como: empolgação, súplica, reclamação, surpresa, horror.  Ex:Vamos assistir as Olimpíadas no Rio de Janeiro!  (empolgação, alegria).

Por favor, votem direito nas próximas eleições! (súplica)
Mais rápido, meu rapaz!                (reclamação)
Que escola limpa e asseada!          (surpresa)
Que horror!                                      (horror)

- Para interjeições e locuções interjetivas:  "Oh! Meu Deus! - Depois de vocativos: Você consegue,  meu garoto!
Obs: Para expressar, ao mesmo tempo, questionamento e admiração, pode-se usar interrogação e exclamação juntas.  Que coisa, não?!



04


Reticências (…)


-Para suprimir trechos: Era uma vez (...) e viveram felizes para sempre.  Para indicar continuidade de pensamento ou de enumerações:  Eu gostei do novo técnico, mas dos novos jogadores...




05


  
Parênteses ( )

-  Para indicar uma explicação. As Olimpíadas de 2016 serão no Brasil (país da América do Sul).
-  Na indicação de fontes bibliográficas - E disse Deus a Moisés: tira os sapatos, pois estás em terra santa (Êxodo 3:5). Para isolar um comentário ou pensamento: vou para Recife (o Sul é muito frio no inverno).


06

Aspas (“ ”)

Aspas ou vírgulas dobradas são usadas para fazer citações, destacar palavras estrangeiras, neologismos, arcaísmos, gírias, apelidos, palavras com valor afetivo, sentido irônico.


07

Travessão (-)

-  Indicar a mudança de interlocutor em um diálogo:
– Mamãe, vamos á praia hoje?  (filho)
– Não. Você tirou zero em Matemática. Vá estudar!  (mãe).


08

Dois pontos (:)

- Para fazer uma citação ou introduzir uma fala:   O policial disse: - Mãos para cima! E ele respondeu: - Não tenho mãos. 
- Fazer uma enumeração: Compre: batata, leite e  pão.  


  
09


Ponto e Vírgula (;)

-Para separar itens; para evitar o excesso de vírgulas;
- Para separar antítese: Muitos querem; poucos podem. 
  Uns mandam; outros obedecem.
- Para dar maior pausa a conjunções adversativas
 (mas, porém, contudo, todavia, entretanto, etc.):  
O time estava completo; porém, perdeu o jogo.





10




Vírgula (,)


As regras para o uso da vírgula são muitas. Destacamos:

- Para separar os nomes dos locais de datas: 
  Salvador, 20 de julho de 2016. 
- Em correspondências, após a saudação: Atenciosamente, 
- Para separar termos com igual função sintática: A criança brincou, correu, pulou e dormiu  (vírgula separando verbos).
- Separar o vocativo: Zé, deixe de ser  metido a "esperto".
- Separar o aposto: Zé, brasileiro típico, jogou  o lixo pela janela do carro.        

OBS: Nunca separe o sujeito do verbo nem o verbo de seu complemento na ordem direta: 
Ela, viu uma forte paixão naqueles olhos. (ERRADO). 
Ela viu uma forte paixão naqueles olhos (CERTO).

Adaptado de: 



Todas as imagens são do Google


quarta-feira, 6 de julho de 2016

Intercâmbio Cultural Une Alunos e Professores de Santa Catarina e Bahia. Col. Est. R. Serravalle Recebe com Festa o EEMAK, de Gravatal, SC

O diretor do CERS, Prof. Ramilton,  sentado
 ao lado da Profa. Maristela, diretora
 da EEMAK, assistem apresentações no auditório

O Colégio Estadual Raphael Serravalle (CERS), Salvador/Ba, 
recebeu  com festa  a delegação da Escola de Ensino Médio Antonio Knabben (EEMAK), da cidade  de Gravatal, Santa Catarina, Região Sul do Brasil, liderada por sua diretora, a  Profa. Maristela Bourghezan, mais oito docentes e 23 estudantes da 2a. e 3a. séries do Ensino Médio, nesta 4a. feira, dia 06/07/16, data que ficará na memória de todos.


O encontro decorrente de trocas de experiências do Programa  Ensino Médio Inovador (ProEMI), do Ministério da Educação, teve oficinas, danças de quadrilhas juninas e  ritmos baianos, a fanfarra do CERS,  lanches e  almoço, que inauguraram o refeitório do colégio, além de  trocas de presentes. 

A Profa. Rowenna Brito Coordenadora Estadual de Educação Integral representou a SEC/Bahia, enquanto a Profa. Rita de Cássia Cardoso Mendes,   Coordenadora do Ensino Médio da Região de Tubarão, Santa Catarina, integrante da delegação,  representou a SEC daquele estado. 

Representantes das duas  escolas apresentaram seus projetos  e se colocaram à disposição para  continuarem com as trocas e contatos, nos convidando para retribuir a receptividade baiana  em Santa Catarina,  enquanto os alunos demonstravam alegria, integração  e afinidades.  Parabéns, a todos os envolvidos nesta  experiência inesquecível 

A diretora do EEMAK dirigindo-se aos presentes, na quadra
poliesportiva do CERS 
Professor Ramilton ensinando os visitantes a marcar quadrilha 
Olhe o túnel !
Prof. Ramilton e a visitante, Profa. Suzana Nascimento, Coordenadora 

do Projeto Leitura e Convivências
A plateia assistindo as apresentações na quadra poliesportiva 

Comida baiana no cardápio
Catarinenses e baianos em frente ao refeitório dos alunos,
após o almoço 


Texto e fotos Profa. Claudia Martins



quinta-feira, 23 de junho de 2016

Jornalistas Lançam Associação para Qualificar Cobertura de Educação. Salve a Associação de Jornalistas de Educação (Jeduca)!

Redação do Jornal nacional da Rede Globo
de TV/Brasil
Neste post reproduzo na íntegra a publicação da  Agência Brasil sobre  o lançamento da  Associação de Jornalistas de Educação (Jeduca), para qualificar a cobertura  dos temas da  área.    Achei muito oportuna a matéria, pois um país que não valoriza e não investe em educação, só tem a colher os frutos que estamos colhendo no Brasil atual. Leia!  
   
Foi lançada hoje (23) a Associação de Jornalistas de Educação (Jeduca), que pretende  contribuir para a melhoria da cobertura da área por meio da capacitação de profissionais da imprensa e da oferta de materiais de referência. 

O objetivo é auxiliar tantos os jornalistas que escrevem com frequência sobre o tema quanto aqueles que não têm muito contato com o assunto. A Jeduca foi apresentada durante o 11º Congresso da Associação Brasileira de Jornalistas Investigativos (Abraji), em São Paulo.

No site www.jeduca.com.br estão disponíveis conteúdos de referência sobre a cobertura de diferentes aspectos da política educacional, como as divulgações do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) e do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) – ou sobre como abordar o tema nas eleições municipais. A intenção é envolver também as faculdades e os estudantes de jornalismo.

Entre os conteúdos estão relatos dos bastidores de grandes reportagens e conteúdos traduzidos da Education Writers Association (EWA), entidade americana que reúne jornalistas de educação. Em breve, a Jeduca vai disponibilizar um banco de fontes de educação para ajudar os jornalistas. O site terá uma parte fechada para os associados, mediante pagamento de anuidade de R$ 70. Nos três primeiros meses, no entanto, todo o conteúdo terá acesso gratuito.

A Jeduca é presidida por Antonio Gois (O Globo, CBN e Canal Futura) e tem Fábio Takahashi como vice-presidente (Folha de S.Paulo). Na diretoria, estão Paulo Saldaña (Folha de S.Paulo), Renata Cafardo (TV Globo), Sérgio Pompeu (ex-Estadão), Elisângela Fernandes (Cenpec e ex-Nova Escola), Margarida Azevedo (Jornal do Commercio) e Mariana Tokarnia (Agência Brasil).

“Quanto mais preparado o jornalista está, mais condições ele tem de saber os interesses que estão por trás de cada pauta, seja um sindicato, um movimento social”, disse Gois. “Quanto mais preparado o jornalista estiver para cobrir educação, mais conseguirá ser respeitoso com a pluralidade de ideias e saberá identificar opiniões relevantes de forma apresentar o contraditório de maneira qualificada.”

Debate

A ideia da Jeduca nasceu a partir do diagnóstico de que temas ligados à educação têm pouco destaque na imprensa e que cada vez mais a cobertura é feita por profissionais com pouca experiência na área.

Na tese de doutorado Jornalismo e jornalistas de educação no Brasil: Um olhar multifocal sobre história, estrutura, agentes e sentidos, defendida na Universidade de São Paulo (USP), o jornalista e pesquisador Rodrigo Ratier constatou que 99% dos jornalistas que trabalham com educação no Brasil afirmam não ter recebido qualquer preparação para atuar na área e 73% dizem que a formação universitária não contribuiu para a aquisição de conhecimentos sobre o tema.

A pesquisa de Ratier também revelou que a cobertura perde espaço dentro dos veículos para áreas como política, sendo mais difícil publicar, por exemplo, uma matéria de educação na capa.

Para a superintendente do Todos Pela Educação, Alejandra, Meraz Velasco, o atual contexto de crise econômica impõe ainda mais o desafio de relacionar o tema educação com economia e política. “Pensar a educação como um investimento que não é menos importante que investir em uma estrada. Se se deixar de fazer, terá consequências no médio prazo”, disse.  Alejandra ressaltou a importância da cobertura de educação nos veículos regionais, capazes de abordar realidades locais.

Segundo o coordenador da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Daniel Cara, falta na cobertura de educação o cotidiano escolar e relações dentro da escola. “Não dá para discutir política de educação sem falar sobre o espaço em que isso acontece.”

Edição: Luana Lourenço

Fonte: Agencia Brasil
http://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2016-06/jornalistas-lancam-associacao-para-qualificar-cobertura-de-educacao
As imagens que ilustram este post aptei no Google.