sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Lei 10.639 que obriga as escolas a ensinar cultura afro-brasileira completa Dez Anos. Militantes Negros cobram seu cumprimento no Supremo Tribunal Federal (STF) para atender a educação étnico-racial dos estudantes brasileiros


A Lei  10.639, de  09 de janeiro de 2003,  completa 10 anos. Ela  alterou a Lei  de Diretrizes  e  Bases  da Educação Nacional (LDB ),  tornando obrigatório o ensino da  história e da  cultura afro-brasileira e africana nos currículos da educação básica  das escolas públicas e particulares do Brasil. 


Ela  acrescentou à Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) mais dois artigos: 1) Artigo  26-A - estabelece  o ensino sobre a cultura e história afro-brasileiras,  especificando  que deve privilegiar o estudo da história da África e dos africanos, a luta dos negros no Brasil, a cultura negra brasileira e o negro na formação da sociedade nacional. 

O mesmo artigo  determina que tais conteúdos devam ser ministrados dentro do currículo escolar, em especial nas áreas de educação artística, literatura e história brasileira.


2) Artigo 79-B - inclui no calendário escolar o Dia Nacional da Consciência Negra, comemorado em 20 de novembro. 

Essas ações afirmativas atendem ainda, ao que determina o Programa Nacional de Direitos Humanos, bem como  compromissos internacionais assumidos pelo Brasil, tais como: 
1) a Convenção da UNESCO, de 1960; 
2) a Conferência Mundial de Combate ao Racismo, Discriminação Racial, Xenofobia e Discriminações Correlatas, de 2001.
Essa  conquista reivindicada pelo  Movimento Negro  tornou-se um grande marco na história da educação do país,  com  fortes repercussões pedagógicas  por  reconhecer  a necessidade da escola  valorizar a nossa diversidade cultural.  

Mas, para que isso ocorra na prática,   faz-se  necessário uma formação adequada dos professores, bem como   produção de objetos de aprendizagem e material didático em geral.  

No entanto, uma década depois de promulgada a Lei, tudo permanece tal como após a  Lei Áurea  ou seja, sem nenhuma ação que resulte na sua aplicação efetiva e prática.  


Por esta razão, o Instituto de Advocacia Racial e Ambiental cobra o cumprimento de ações que contribuam para a educação étnico-racial, no  Supremo  Tribunal  Federal (STF). Leia  o texto da Lei 10.639 na íntegra,  na coluna à direita deste blog, em links que recomendamos. Leia abaixo a  íntegra da  matéria  que  foi   publicada pelo Site IG.


"Após completar uma década de aprovação, a Lei nº 10.639 não conseguiu garantir que o ensino de história e cultura afro-brasileira faça parte dos currículos da educação básica e da formação dos professores do País. 

O descumprimento das exigências da lei, agora, se tornará tema de ação a ser julgada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Veja a petição na íntegra (clique na frase)
O Instituto de Advocacia Racial e Ambiental (Iara) vai protocolar um mandado de segurança no tribunal na manhã desta sexta-feira. 

Na ação, os representantes do instituto pedem suspensão da abertura de novos cursos de graduação e licenciatura destinados a formar profissionais em educação nas instituições públicas; suspensão de repasse de recursos financeiros reservados aos programas de formação para esse tema e mudanças nos critérios de avaliação dos cursos.
Entre os muitos alvos da ação, estão a presidenta Dilma Rousseff; o ministro, o secretário-executivo e o de Regulação e Supervisão da Educação Superior do Ministério da Educação; o presidente do Conselho Nacional de Educação (CNE); o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep); o presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes); o presidente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE); o ministro da Controladoria-Geral da União, o procurador federal dos Direitos do Cidadão; reitores de 44 universidades federais e o advogado-Geral da União.
“Estamos cobrando judicialmente tudo o que eles não fizeram antes e encaminhamos a ação para o Supremo Tribunal Federal por conta de um ato omissivo da presidenta da República. Todo o trabalho de pesquisa feito pelo Iara mostra que a implementação da lei é um faz de conta”, afirma Humberto Adami, advogado que representa o instituto.



O advogado explica que o Iara fez um levantamento sobre a situação da aplicação da lei nas escolas e universidades. 

Há projetos isolados sobre o ensino da história e cultura africanas e afro-brasileiras nas escolas; as universidades não têm disciplinas específicas para tratar o tema na formação dos professores – quando há, não é obrigatória – e as verbas destinadas ao financiamento dos programas da área são pouco utilizadas.

                              Pedidos “esquecidos”
Antes de decidir entrar com a ação no STF, o instituto pediu providências administrativas ao Ministério da Educação, em novembro do ano passado, “propondo representação por descumprimento da obrigatoriedade do estudo da história da África e dos afro-brasileiros, em relação aos órgãos responsáveis pela formação inicial, continuada, controle, fiscalização e avaliação das Políticas Públicas na estrutura da Educação”.
Sem resposta após 60 dias, o mesmo pedido foi feito à presidenta Dilma Rousseff. Adami diz que, baseado no descumprimento da lei, os autores da ação pediam o mesmo que consta agora no processo judicial: suspensão da abertura de novos cursos de graduação que formam professores; reavaliação dos cursos para diminuir os conceitos de qualidade das instituições que não oferecem a disciplina; suspensão de repasse dos recursos financeiros aos programas de formação e punir os responsáveis por não fiscalizar o cumprimento da lei.
Sete anos de cotas: UnB  já formou mais de 1 mil universitários pelas cotas (clique na frase) 
“Com a omissão da presidenta, vamos propor essa ação. Houve muita verba pública destinada à implementação dessa lei. Foram realizados cursinhos, seminários, festas. 

Mas, de fato, não se modificou a resistência ao conhecimento da cultura afro-brasileira e do estudo da história dos africanos no Brasil”, afirma ele.
Segundo Adami, a lei provocou mudanças nas escolas – mesmo que não tão numerosas – mas não nas universidades. “É difícil cobrar da escola, que muitas vezes consegue fazer medidas pontuais e que dependem do esforço de muitas pessoas, se as universidades que formam estão do mesmo jeito”, avalia.
Não existe prazo para que os ministros do STF julguem a ação. Mas, para Adami, discutir o tema na Suprema Corte será de grande valia. Na opinião do advogado, uma geração de jovens está sendo prejudicada com a falta do conteúdo debatida nas salas de aulas da educação básica e das universidades".
Fonte: IG:     http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/2013-02-15/instituto-cobra-cumprimento-de-lei-para-educacao-etnico-racial-no-stf.html

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Obs: As frases em destaque são links. Clique para ler mais e ampliar  seu conhecimento sobre o assunto. Bons estudos ! 

sábado, 8 de dezembro de 2012

Estudo das Cores. Cores primárias, secundárias, terciárias e neutras. Cores impossíveis e cores imaginárias: como o ser humano percebe as cores

As cores fazem parte do nosso dia a dia  e  são   símbolos e significados. Estão na natureza, e nos  inspiram   nas  artes, na moda, na publicidade, etc.  São classificadas em  cores  primárias, cores secundárias, cores terciárias e cores  neutras. 

As cores primárias são

Vermelho, amarelo e azul.  São chamadas assim porque são consideradas as primeiras cores,  ou seja, não se pode obtê-las com a mistura de nenhuma cor. Com a mistura dessas três cores podemos criar todas as outras.

 Vermelho: É a cor mais quente. Indicada para dar vitalidade, energia e coragem. Pode ser usada em qualquer situação relacionada a emergência. 

Amarelo: Alegre e clara, é a cor do otimismo. O amarelo está relacionado ao sol. 

Azul: É a cor da concentração, da fé e da firmeza de propósitos. Melhora nossa concentração e aguça a mente.

As cores secundárias são: 

verde,  laranja e  violeta (púrpura).Formam-se pela mistura  em partes iguais de duas cores primárias.
Cores terciárias: as cores terciárias são resultante da mistura de cores primárias com secundárias.

As cores neutras são: o preto o branco e o cinza, em todas as suas tonalidades, claras ou escuras formam as cores neutras. As demais cores, quando perdem o seu colorido pela excessiva mistura com o preto, o branco ou o cinza, também se tornam cores neutras. As mais comuns são o marrom e o bege.


A hierarquia das cores 

Um mistério que os cientistas descobriram é que os nomes de cores parecem sempre aparecer em uma ordem específica de importância entre as culturas: preto, branco, vermelho, verde, amarelo e azul.
“Por exemplo, se uma população tem um nome para o vermelho, também tem um nome para preto e branco. Se tem um nome para o verde, também tem um nome para o vermelho. 

Mas se uma população tem um nome para preto e branco, não significa necessariamente que tem um nome para o vermelho”, explicou a pesquisadora italiana Francesca Tria. Para resolver o enigma desta hierarquia dos nomes das cores, Tria e seus colegas criaram uma simulação de computador com pessoas virtuais, ou “agentes”, que não tinham o conhecimento dos nomes das cores. Veja o texto na íntegra. Clique aqui


    Como os seres  humanos percebem as cores 


Com a ajuda do Site Hypescience, apresentamos este  mosaico de textos  dali extraídos para nos ajudar  a entende  noções elementares das cores. 

Clique nos links indicados para ler os textos na íntegra. Bons estudos! 

Nem todas as cores nosso cérebro pode identificar. Existe uma maneira simples de aprender a ver cores impossíveis e imaginárias.  Mas, para isso, é preciso entender um pouco sobre como os humanos percebem as cores. Nossos olhos usam um processo chamado “adversário” para trabalhar mais eficientemente. Esse processo brinca com o fato de que os receptores de luz primária dos nossos olhos, os cones, têm algumas sobreposições nos comprimentos de onda de luz que podem perceber. Para economizar energia os nossos olhos medem as diferenças entre as respostas de cones diferentes  em vez de compreender a resposta individual de cada cone.  Existem três canais adversários: vermelho versus verde,  azul versus amarelo  e preto versus branco. Tecnicamente, o preto e o branco não são cores, e seu processo adversário tem mais a ver com o brilho. Leia o artigo na íntegra  Clique aqui.

Visão humana: como as cores ganharam seus nomes

Segundo um novo estudo, a ordem em que as cores são nomeadas por todo o mundo parece ser devido à forma como nossos olhos funcionam. A pesquisa foi feita através de simulações de computador com pessoas virtuais. As descobertas sugerem que comprimentos de onda de cores que são mais fáceis de ver ganharam nomes antes, na evolução de uma cultura. Então, um pouco depende da física, da anatomia. Mas todo mundo vê a mesma coisa? Essa pergunta comum na filosofia, se todos nós vemos o mundo da mesma maneira, ainda não está de todo respondida. Uma estratégia que os cientistas usaram para investigar essa questão é estudar se as cores têm nomes diferentes em culturas diferentes. Curiosamente, pesquisas anteriores descobriram que cores familiares para uma cultura podem nem ter nome em outras, sugerindo que diferentes culturas, de fato, têm formas diferentes de compreender o mundo.
Seu azul é meu vermelho: as pessoas não vêem as mesmas cores - Esse debate é antigo entre filósofos amadores de plantão: será que você vê a mesma cor que eu?

Não estamos falando de daltonismo – uma deficiência na visão que dificulta a percepção de uma ou de todas as cores -, mas de diferenças entre todas as pessoas: por exemplo, quem garante que, apesar de nós dois sabermos que um morango é vermelho porque aprendemos assim, não estamos vendo o mesmo morango vermelho de forma diferente?
Como ainda não descobrimos um jeito de ver as coisas com os olhos dos outros, não sabemos a resposta para isso. Bom, não sabíamos. Recentemente, o pesquisador de visão de cores Jay Neitz, da Universidade de Washington (EUA), publicou um estudo no periódico Nature que afirma que as pessoas não veem as mesmas cores quando olham para objetos semelhantes. A pesquisa, realizada com macacos, mostrou que apesar do consenso geral de que certas coisas são de certa cor, algumas pessoas podem perceber a cor vermelha como o azul de outra. Como assim?
A pesquisa
Em 2009, os cientistas usaram terapia genética para recuperar a visão de cores de macacos adultos incapazes de distinguir entre tons de vermelho e verde desde o nascimento (a espécie mais comum de daltonismo).
O que eles fizeram foi injetar um vírus nos olhos dos macacos, que lhes permitiam ver o vermelho, bem como o verde e o amarelo.
Quatro meses mais tarde, os animais finalmente podiam ver em quatro cores, pela primeira vez. Surpreendentemente, eles conseguiram dar sentido à nova informação, apesar de seus cérebros não serem geneticamente programados para responder a sinais vermelhos. Veja na íntegra. Clique aqui.  

Cores  capazes de aumentar a capacidade  de aprender. O efeito das cores na sua mente.

Um novo estudo da University of British Columbia esclarece um debate que vem sendo travado há tempos por psicólogos e publicitários – que cor torna o cliente mais receptivo à propaganda? Azul ou vermelho?
Aparentemente, ambas as cores podem produzir o efeito. Tudo depende da mensagem que a propaganda deseja passar. O estudo, que pode ter, também, um impacto significativo em design de interiores, diz que o vermelho deve ser usado para atrair a atenção do consumidor a detalhes. O azul, por sua vez, estimula a criatividade.
“Tanto o azul como o vermelho foram considerados capazes de aumentar a capacidade cognitiva, em estudos anteriores” explica Juliet Zhu, professora da faculdade de administração da University of British Columbia. “No entanto, não podíamos dizer qual proporcionava um efeito maior. Agora sabemos que depende da mensagem que queremos passar” completa. Continue se informando. Clique aqui

Quais as cores favoritas entre homens e mulheres? 

Meninos gostam de azul e meninas gostam de rosa? E dizem que não se discute nem um nem outro, mas, como parte de um estudo recente sobre os comportamentos dos sexos, o sociólogo Phillip Cohen, da Universidade de Maryland, fez a cerca de dois mil homens e mulheres uma pergunta simples: 
“Qual a sua cor favorita?”

Em primeiro lugar, tanto para homens como para mulheres, foi a cor azul, mas a unanimidade é só para o primeiro lugar. Em segundo lugar a cor foi o verde para os homens, e o roxo para as mulheres. Continue lendo. Clique aqui 

Amplie seus conhecimentos. Blog Saberes da África. Clique no link abaixo:

Teorias das cores. Cores primárias, secundárias, terciárias e neutras. Cores quentes e cores frias. Harmonia das cores: isocromia, monocromia, policromia. Atividade

https://saberesdaafrica.blogspot.com/2016/05/teorias-das-cores-cores-primarias.html      

Referências: 
Estudo das cores      http://www.sobrearte.com.br/cor/cores/
Teoria das cores
Cores favoritas entre homens e mulheres
Todas as imagens  são do Google.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

MORRE OSCAR NIEMEYER, O SENHOR DAS CURVAS, ARQUITETO QUE PROJETOU BRASILIA, A CAPITAL DO BRASIL. A SAGA DO MODERNISMO BRASILEIRO NAS CURVAS DE NIEMEYER




“Não é o ângulo reto  que me atrai, nem a linha reta dura, inflexível, criada pelo homem. 

O que me atrai é a  curva livre e sensual, a curva que encontro nas montanhas do meu país, no curso sinuoso dos seus rios, nas ondas do mar, no corpo da mulher preferida. 

De curvas é feito todo o universo, o universo curvo de Einstein”. 
Oscar Niemeyer  (1907-1912)
O arquiteto brasileiro Oscar Ribeiro de Almeida Niemeyer Soares Filho  faleceu nesta quata-feira, dia 5 de dezembro, aos 104 anos de idade, na cidade do Rio de Janeiro onde  nasceu no dia 15 de dezembro de 1907 e onde  vivia com sua família.  

Pioneiro da arquitetura modernista no Brasil,  ficou conhecido mundialmente pelo projeto do Plano Piloto de Brasilia, destacando-se  pelo uso de formas abstratas e as curvas que caracterizam a maioria de suas obras.

Na foto acima, Niemeyer e ao fundo o MAC - Museu de Arte Contemporânea na cidade de Niterói,  Rio de Janeiro. Abaixo, trecho de um documentário francês  sobre Niemeyer,  onde ele faz uma  pilotagem fictícia  pelo MAC de Niterói como se fosse uma nave espacial.  Não deixe de ver. Imperdível ! Clique aqui 


Na foto, o MAC - Museu de Arte Contemporânea em Niterói, construído em 1996 sobre um *promontório rochoso

Destaca-se na paisagem por seus traços contemporâneos, como se fosse uma planta exótica encravada numa rocha, desmontando concepções convencionais ao unir  arte e natureza como duas coisas iguais. 

Tem a forma de  um  cálice ou disco voador. Foram necessários cinco anos para erguer sua estrutura de quatro pavimentos situada numa praça de 2.500 m2. 

*Significado de Promontório =  s.m. Cabo elevado formado por rochas elevadas ou alcantis, que avançam sobre o mar.

Os Autores do Projeto Arquitetônico de Brasília 



O Trio que Projetou Brasília sob o comando do então presidente Juscelino Kubstcheck de Oliveira, o JK (1956-1960), constituído por três arquitetos: Niemeyer, Lúcio costa e Roberto Burle Marx responsável pelo  paisagismo.


Roberto Burle Marx (1909-1994 nasceu em São Paulo e faleceu no Rio de Janeiro, aos 84 anos.

Lúcio Marçal Ferreira Ribeiro Lima Costa (1902-1998), arquiteto, urbanista e Professor, junto com Niemeyer destacou-se pelo pioneirismo da arquitetura modernista no Brasil e pelo  plano urbanístico da nova capital, conhecido como "Plano Piloto.


O plano urbanístico da capital, conhecido como "Plano Piloto", foi feito  pelo urbanista Lúcio Costa e a maioria dos prédios públicos por Oscar Niemeyer.  O impacto  da  obra desse trio de arquitetos  representou um marco no modernismo brasileiro  naqueles anos de 1958-60. 

Não foi  apenas  um feito do Projeto Político do Presidente JK ou  da cultura brasileira, mas uma página na história da arquitetura   e da arte ocidental.  O próprio Niemeyer costumava  explicar seus palácios através do palácio dos Doges, em Veneza, Itália, construído 500 anos antes, demonstrando como sua arquitetura ultrapassa as fronteiras do Brasil.

"Deste planalto central desta solidão que em breve se transformará em cérebro das altas decisões nacionais, lanço os olhos sobre o amanhã do meu país e antevejo esta alvorada com fé inquebrantável e uma confiança sem limites no seu grande destino".  Juscelino Kubstcheck (1902-1976).

Nascido em Diamantina, Minas Gerais, foi o presidente que pôs em prática o projeto de transferir a administração central do pais para o interior, cumprindo uma ideia que tem origem no século XVIII, com o Marquês de Pombal. 

JK venceu a eleição para presidente da República com o slogan "Cinqüenta Anos em Cinco".

Numa era pós-Getúlio Vargas, seu governo foi marcado por mudanças sociais e culturais como os festivais de música e a moda da bossa-nova. Na presidência, construiu hidrelétricas, estradas, promoveu a industrialização e a modernização da economia. Um de seus principais feitos foi a construção da cidade de Brasília e instituição do Distrito Federal, que marcou a transferência da capital federal (até então no Rio de janeiro).

As Três Capitais do Brasil


O Brasil teve ao todo três  sedes administrativas. A primeira foi Salvador (BA), sede da administração colonial do Brasil de 1549 até 1763, quando a cidade do Rio de Janeiro  passou a ser capital do Brasil Colonial e, posteriormente, Capital do Império e da República, até a inauguração de Brasília em  21 de abril de 1960. Vamos entender melhor a história dessas  três capitais do Brasil, conhecendo nossa evolução histórica. A História do Brasil divide-se em três períodos:

I.  Brasil Colônia-que se estende da descoberta por Pedro Álvares Cabral, em 22 de abril de 1500 a 7 de setembro de 1822 com a Proclamação da Independência por D. Pedro I. 
     II. Brasil Império – vai  da Proclamação da Independência em 1822  até a proclamação da República pelo marechal Deodoro da Fonseca, em 15 de Novembro de 1889.
      III. Brasil República – vai de 1889 com a  Proclamação da República, até aos dias atuais. Ao longo dessa nossa história tivemos três capitais (sedes administrativas):
1 – Salvador (1549- 1763) -  Em 7 de Janeiro de 1549, o rei de Portugal nomeou Tomé de Souza capitão-mor e governador-geral de todas as capitanias do Brasil. O rei o enviara para o Brasil com a missão de se criar uma capital na colônia

O local escolhido para a capital fora a capitania da Bahia de Todos os Santos,  localizada bem no centro do território colonial, com as condições para uma concepção centralizadora. Sendo assim, em 29 de Março de 1549, era fundada oficialmente pelo primeiro governador-geral do Brasil, Tomé de Sousa, a cidade de Salvador, como capital oficial da colônia.  Salvador seria a capital administrativa da colônia, até o ano de 1763, quando o Marquês de Pombal,  transfere a capital do Brasil para a cidade do Rio de Janeiro.
2 - Rio de Janeiro (1763 -1960) - Quando  o ouro fora descoberto no século XVIII,  na região das Minas Gerais, o Rio de Janeiro era o principal produtor de açúcar da área, tornando-se  um ponto importante para ligar  São Paulo a Minas Gerais e seu  porto  o principal meio de acesso dos navios da região. 

O  Marquês de Pombal, Primeiro Ministro de Portugal, decidiu pela  transferência da capital administrativa da colônia. Embora quisesse Minas Gerais, as dificuldades de se estabelecer uma capital distante da costa  o levou a escolher a cidade do Rio de Janeiro como nova capital do vice-reinado do Brasil.  
Com essa escolha o Rio de Janeiro se tornaria a única capital do Brasil a receber os títulos de: a)  Capital da Colônia (1763-1808); b) Capital do Império Português (1808-1815); c)  Capital do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves (1815-1821); d) Capital do Império do Brasil (1822-1889); e)  Capital da República do Brasil (1889-1960).
3- Brasília  - de 21 de Abril de 1960 aos dias atuais, quando  os Três Poderes da República foram transferidos do Palácio do Catete, no Rio de Janeiro, para a nova  capital.

Interiorização da capital federal: Linha do Tempo

O projeto de transferir a capital para o interior do país é antiga e nasce  com o Marques de Pombal, Primeiro Ministro de Portugal, no século XVIII. Devido a fatores econômicos e históricos, a população brasileira sempre esteve  concentrada  na faixa litorânea, ficando o interior do país pouco povoado. 

A ideia de interiorizar a ocupação, povoamento,  integração e desenvolvimento  da região central  e facilitar a comunicação  do governo federal com as demais regiões do pais,  era defendida por nossos governantes. 

Por volta de 1823, o estadista José Bonifácio (1763-1838) figura importante no processo de independência do Brasil, voltou a sugerir a criação de uma capital no interior do país. O plano novamente não veio a se concretizar, embora  o nome da futura capital já estivesse definido: seria Brasília. 

Em 1892, o governo votava em um projeto chamado de Comissão Exploradora do Planalto Central.  

Em 1922, no então governo do presidente Epitácio Pessoa, fora erguida no dia 7 de Setembro na área então marcada, a pedra fundamental para a construção de Brasília. Em 1956, o Presidente JK põe a ideia em prática.   A  transferência da capital para o interior forçaria o deslocamento  de um contingente populacional e a abertura de rodovias, ligando a capital às diversas regiões, resultando numa maior integração econômica.

Pessoas de todo o país, especialmente do nordeste (chamadas de candangos), foram contratadas para a construção da  nova capital, que começou  em 1956,  sendo  finalmente inaugurada no dia 21 de abril de 1960 pelo Presidente Juscelino Kubstcheck de Oliveira, o JK. 
Brasília custou cerca de um bilhão de dólares, devido à  ausência de estradas de ferro e de rodovias bem traçadas para levar o material de construção, que foi   transportado por aviões, encarecendo  o custo da obra, que demorou cerca de  três anos.
Nas fotos abaixo, os edifícioss públicos de Brasilia que imortalizaram a as curvas de Niemeyer.
                                      
                                          Catedral de Brasília
                                  Supremo Tribunal Federal (STF),  sede do Poder Judiciário
                                Congresso Nacional- Sede do Poder Legislativo Federal, que
                                 é formado pela Câmara de Deputados e pelo Senado Federal. 
                                  Palácio do Planalto, Sede do Poder Executivo central


                                Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República

O Sambódromo, local de desfiles das Escolas de Samba do Rio de Janeiro.

Referências:
COUTO, Jorge. A Gênese do Brasil. In: MOTA, Carlos Guilherme (org). São Paulo, Viagem Incompleta, 2000.
TAVARES, Luis H. D. O Primeiro Século do Brasil: Da expansão da Europa Ocidental aos governos gerais das terras do Brasil. Salvador, EDUFBA, 1999.
LINKS:

http://veja.abril.com.br/especiais/brasilia/redescoberta-brasil-p36.html

http://www.bresserpereira.org.br/view.asp?cod=549

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