sexta-feira, 11 de março de 2016

Africa de A a Z para estudar ordem alfabética. Imagens e Mapa Político da África Atual. Atividades



Conheça a África e aprenda a organizar e pesquisar seguindo a ordem do alfabeto. Leia com muita atenção, observe e analise as imagens.   

África, ao contrário do que muitos pensam, não é um país. Trata-se de um dos cinco continentes, ao lado da Ásia, América, Europa e Oceania. 

Sua diversidade geográfica, econômica e  étnico-cultural,  ou seja,  as  " Várias Áfricas", são desconhecidas pela maioria das pessoas. Por  exemplo, o  norte muçulmano, a África Subsaariana, o Sul da África, que apontam para a sua heterogeneidade. 


Os países africanos estão agrupadas na União Africana (UA), que hoje tem 53  membros. Localize-os no mapa abaixo e leia sobre eles para perceber essas diferenças.  

África é o terceiro maior continente, ficando  atrás apenas da Ásia e das Américas. Tem uma  área total  de 30 milhões de km2, cobrindo 20,3% da área total da terra firme do planeta. 

É o segundo continente mais populoso da Terra, ficando  atrás  apenas da Ásia, com  mais de 800 milhões de habitantes em 54 países.  

Alguns  países africanos   têm o Português como língua oficial: Angola, Moçambique, Guiné-Bissau  e as ilhas de Cabo Verde,  São Tomé e Príncipe. 

A  maioria das  imagens aqui postadas circulam na internet por iniciativa de um grupo de jovens inconformados com a exposição negativa do continente africano, que é formado por 53 países independentes. 

A campanha foi  lançada no Twitter, uma conhecida rede social. Acesse: 


Conheça um pouco da Historia da África.


25 de Maio Dia da África. História da Independência da África: a conferência de Berlim, o mapa da partilha e de Independência. Leopoldo II da Bélgica e o holocausto negro no Congo Belga. A descolonização e a União Africana 

Clique aqui 
http://serravallenaafricadosul.blogspot.com.br/2013/05/25-de-maio-dia-da-africa-um-pouco-da.html

Observe o Mapa Político da África Atual e  identifique os países que mostramos nos slides a seguir. 
Vamos conhecer alguns dos 54 países da África, prestando atenção na ordem alfabética.


Para colocar as palavras em ordem alfabética, deve-se inicialmente observar a primeira letra de cada uma e seguir a ordem das letras  no alfabeto.
 
Você sabe como organizar as palavras na ordem alfabética quando elas começam com a mesma letra?  Observe os nomes dos seguintes países africanos:
Costa do Marfim -  Etiópia -  Cabo Verde -   Egito  
Veja como fica a ordem alfabética:




        Cabo Verde - Costa do Marfim - Egito – Etiópia
Observe os nomes de países  africanos abaixo. Organize-os  seguindo a sequência das letras no alfabeto:
Angola, Moçambique, Sudão, Quênia, Líbia, Marrocos


 

  
                                  O ALFABETO MAIÚSCULO 



Saiba mais sobre Ordem Alfabética.  Clique aqui 

Ordem Alfabética. Origem dos Nomes dos Estados Brasileiros. Suas Bandeiras, Capitais e Siglas. Mapa Político-Regional do Brasil. Atividades

Angola -  país onde também se fala o português
Imagens da capital  Luanda e sua  bela orla marítima 
África do Sul e sua capital, a Cidade do Cabo 
Benin: vendedores ambulantes  
Trajes do Benin
Cabo Verde (ilha) - país onde também se fala o português
COSTA DO MARFIM 
                                               
                                                                  Djibuti 
 Egito 
                                                                      Etiópia 
                                                                       Guiné 


                                     Guiné - Bissau, onde também se fala português 

Guiné Equatorial 

                                Líbia, país muçulmano situado no norte da África

                                   
                                                      Madagáscar      (Ilha)  
Mali 
 Marrocos, país muçulmano situado no norte da África
                       
                         
                Moçambique - país onde também se fala o português
                                                                 
                                                                  Namíbia
                                                                                Níger
Nigéria 
                                                                    Quênia 

República Centro Africana 
                      São Tomé e Príncipe (Ilhas), onde também se fala o português
                                                         
                                                                  Ilha Seicheles
                                                 Senegal

Somália 
                                                                   Sudão 
Tanzânia 
                                                                Tunísia 
                                                               
                                                                  UGANDA 
                                                                       Zâmbia 

Zimbabué

Fonte: http://pt.slideshare.net/lidia76/africa-de-a-a-z-presentation

Atividades
1. Escreva os nomes de quatro países da África seguindo a ordem alfabética; 
2. Escreva uma frase sobre cada um deles; 
3.Escolha  dois países africanos que começam por vogais e dois que começam por consoantes; 
4.Descubra nos países citados as letras do seu primeiro nome e escreva no quadro abaixo: 
Países que têm letras do seu primeiro nome
Escreva as letras do seu primeiro nome
Separe as sílabas do seu nome 
Total de letras do seu nome
Total de sílabas 



5. Pesquise os nomes das capitais de cinco países da África; 
6. Responda: a) quantos países tem o continente africano?;   b) Quantos habitantes tem a África?         c) Quais os países da África que falam o português?;    
d) Qual a língua falada no Brasil?      e) Porque falamos essa língua?
  
7. Observe o mapa político da África e as letras do alfabeto na ordem. Faça a relação dos 54 países africanos   e suas respectivas capitais. 
Organize um minidicionário com os nomes dos países da África e seus principais aspectos, em grupos de quatro integrantes.  Boa sorte !

Mulheres moendo sementes 

          para  preparar comida
                                                    
                                                          Máscara africana
Mulher carrega seu bebê, 
ao mesmo tempo que trabalha

Sites consultados  
https://razoesparaacreditar.com/urbanidade/africanos-postam-imagem-positivas-sobre-o-continente-para-combater-o-estereotipo-mostrado-pela-midia/
http://pt.slideshare.net/lidia76/africa-de-a-a-z-presentation
http://www.suapesquisa.com/geografia/paises_capitais_africa.htm
As Imagens são do Google

quinta-feira, 10 de março de 2016

Extinção de Escolas:Senado aprova projeto que exige consulta aos conselhos de educação e à comunidade escolar


Reproduzo a decisão da Comissão de Educação (CE) do Senado Federal, terça-feira, dia 08/03/16, sobre o fechamento de escolas. Alunos, pais  e a comunidade em geral sofrem prejuízos. 

Na Bahia, principalmente na capital (Salvador), muitas escolas têm sido fechadas. Colégios tradicionais, como o Central, no centro da cidade, foi desativado, gerando grandes transtornos para professores, que lotam a Secretaria de Educação para obter suas aulas. Estados, como São Paulo, Minas Gerais e outros têm sofrido, igualmente,  com esse dilema.    
Nem a zona rural tem escapado, pois mais de 4 mil escolas do campo fecharam suas portas em 2014. Agora eles terão que nos ouvir,  antes de tomarem uma decisão tão radical.
Discussão dos Senadores na CE
Acompanhe:
" A comunidade escolar e os Conselhos de Educação deverão obrigatoriamente ser consultados sobre a extinção de escolas. É o que determina um projeto aprovado pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado (CE) nesta terça-feira (08). 

Segundo o relator do projeto, senador Douglas Cintra (PTB – PE), a expansão do ensino tem levado a uma reestruturação que envolve a construção de novas unidades, extinção de outras, demolições e readequação de espaços. 
No entanto, essa decisão é tomada de forma técnica, sem levar em conta os interesses dos alunos. Isso acaba provocando transferência para escolas mais distantes, separação de irmãos e rupturas na aprendizagem. 

A proposta aprovada (PLS 10/2012) prevê que antes de extinguir ou reestruturar escolas, o governo ou prefeitura tenha o aval do Conselho de Educação e da comunidade escolar, que reúne professores, funcionários, pais e alunos, o que torna a decisão, como destaca Cintra, mais democrática".
Fonte: Agência Senado.
 http://www12.senado.gov.br/radio/1/noticia/senado-aprova-projeto-que-exige-consulta-aos-conselhos-de-educacao-e-a-comunidade-escolar-sobre-extincao-de-escolas

Imagens tambem do Google

domingo, 28 de fevereiro de 2016

"Dez Mandamentos do Professor". Para refletir: Onde estará situada a escola do século XXI?


Gostei muito do artigo escrito por Leandro Karnal, publicado na Revista Pazes, dia 27/02/16, com o título: “Dez Mandamentos do Professor”. 

Não estou postando na íntegra, fiz  ligeiras adaptações para  publicá-lo aqui, com o objetivo de nos ajudar  mutuamente no nosso cotidiano na sala de aula. 


Tomara que seja útil. Afinal, precisamos descobrir urgentemente:  onde estará situada a escola do século XXI? 

Esta é uma provocação que faço para refletirmos.  Vamos ver o que pensa o Professor, e  com o qual concordo. 

"A sabedoria do mais influente legislador do Ocidente, Moisés, sintetizou uma concepção de mundo em Dez Mandamentos. Como bom educador, o ex-príncipe do Egito sabia que longos códigos são de difícil acesso. Curioso notar que constituições muito breves, como a norte-americana, passam dos dois séculos e constituições prolixas, como todas as brasileiras , caducam em prazos muito curtos. 


Inspirado neste exemplo, elaboramos os Dez Mandamentos do Professor. Estes dez mandamentos são fruto de uma experiência particular e não se pretendem eternos ou válidos em qualquer ocasião. Gostaria apenas de fornecer a colegas, como você leitor, uma reflexão particular, que possa ser aprofundada, reinterpretada ou rejeitada de acordo com a sua experiência.

O que me levou a pensar nestes princípios é a mesma angústia que assola qualquer educador: como ser um bom profissional, ensinar, transformar meu aluno e fazer parte desta transformação? Como superar o tédio dos meus alunos, a indisciplina, a irrelevância de algumas coisas que faço e meu próprio cansaço? Como não considerar a sala um fardo e o relógio um inimigo? Como parar de achar que só vivo a partir do fim-de-semana? 
A partir destes questionamentos, você está permanentemente convidado a adensar ou criticar, fazer seus outros dez ou sintetizar a dois ou três, pois, quem acha que pode melhorar a aula que dá , já começou a viver educação".   Karnal, Leandro 

                    1. MANDAMENTO: CORTAR O PROGRAMA


Quase todas as disciplinas foram perdendo aulas ao longo do tempo, mas os programas não acompanham estes cortes. A justificativa é a pressão do vestibular. Se a justificativa é uma regra da escola ou um coordenador obsessivo, lembre-se: o Diário de Classe sempre foi o documento por excelência do estelionato. A coragem da grande tesoura é essencial. Dar tudo equivale a dar nada. Ensinar a pensar não implica esgotar o conhecimento humano.

                     2. MANDAMENTO: SEMPRE PARTIR DO ALUNO

Chega de lamentar o aluno que não temos! Chega de lamentar que eles não leem. Este é o meu aluno real. Se, para ele, Paulo Coelho é superior a Machado de Assis e baile Funk é superior a Mozart, eu preciso saber desta realidade para transformá-la. Se ele é analfabeto devo começar a alfabetizá-lo. Se ele está no Ensino Médio e ainda não domina soma de frações de denominadores diferentes devo estar atento: esta é minha realidade. A partir do zero eu posso sonhar com o cinco ou seis. A partir do imaginário da perfeição é difícil produzir algo. A Utopia, desde Platão e Thomas Morus, tem a finalidade de transformar o real, nunca de impossibilitá-lo.
3. MANDAMENTO: PERDER O FETICHE DO TEXTO
Em todas as áreas, em especial nas humanas, os alunos são instigados quase que exclusivamente ao texto. Num mundo imerso na imagem e dominado por sons e cores, tornamos o texto central na sala de aula. Devemos estar atentos ao uso de imagens, música, sensorialidades variadas. O texto é muito importante, nunca deve ser abandonado. Porém, se o objetivo é fazer pensar, o texto é apenas um instrumento deste objetivo maior. Lembre-se de que há outros instrumentos.  Usar filmes, propagandas, caricaturas, desenhos, mapas: tudo pode servir ao único grande objetivo da escola: ajudar a ler o mundo, não apenas a ler letras.
4. MANDAMENTO: POSSIBILITAR O CAOS CRIATIVO
Fomos educados a um ideal de ordem com carteiras emparelhadas e, mesmo no fundo do nosso inconsciente, este ideal persiste. Qual professor já não teve o pesadelo de perder o controle total de uma sala, especialmente na noite mal dormida que antecede o primeiro dia de aula? 
Devemos estar preparados para o caos criador e para o lúdico. Alunos andando pela sala, trocando fragmentos de textos ou imagens dados pelo professor, discussões, encenações, o professor recitando uma poesia ou mandando realizar um desenho: tudo pode ser canal deste lúdico que detona o caos criativo. 

Surpreenda seus alunos com uma encenação, com um silêncio, com um grito, com uma máscara. Uma sala pode estar em ordem e ninguém aprendendo e pode estar com muitas vozes e criando ambiente de aprendizado. 
5. MANDAMENTO: INTERDISCIPLINAR
Assim mesmo, entendido o princípio como um verbo, como uma ação deliberada. É fundamental fazer trabalhos com todas as áreas. Elaborar temas transversais como o MEC pede e, ao mesmo tempo, libertar o aluno da ideia didática das gavetas de conhecimento. Não apenas áreas afins (como História e Geografia) mas também Literatura e Educação Física, Matemática e Artes, Química e Filosofia. É preciso restaurar o sentido original de conhecimento, que nasceu único, inteiro, completo, universal,  e foi sendo fragmentado até perder a noção de todo. 
6.  MANDAMENTO: PROBLEMATIZAR O CONHECIMENTO
Oferecer ao aluno o cerne da ciência e da arte: o problema. Não o problema artificial clássico na área de exatas, mas os problemas que geraram a inquietude que produziu este mesmo conhecimento.  Mostre as incoerências, as dúvidas, as questões estruturais de cada matéria. Mostre textos opostos, visões distintas, críticas de um autor ao outro. Nunca fazer um trabalho como: “O Feudalismo” ou “O Relevo do Amapá”; mas problemas para serem resolvidos. Todo animal (e, por extensão, o aluno) é curioso. Porém, é difícil ser curioso com o que está pronto. Sejamos francos: se é tedioso ler um trabalho destes, qual terá sido o tédio em fazê-lo?
7.  MANDAMENTO: VARIAR AVALIAÇÕES
Provas escritas são válidas, como a vitamina A é válida para o corpo humano. Porém, avaliações variadas ampliam a chance de explorar outros tipos de inteligência na sala. As outras avaliações não devem ser vistas como um trabalhinho para dar nota e ajudar na prova, mas como um processo orgânico de diminuir um pouco a eterna subjetividade da avaliação.
8. MANDAMENTO: USAR O MUNDO DA CONTEMPORANEIDADE NA SALA DE AULA
O mundo atual configurado inexoravelmente pela Internet, pelas mídias sociais,  pela TV, pelas  músicas de sucesso..., deve ter espaço na escola frequentada pela geração  do século XXI.  
A escola e a sala de aula precisam dialogar com este mundo e com este aluno, que em geral,  não gosta do espaço da sala de aula, por ser  muito artificial, deslocado, fora do seu interesse. Usar o mundo da comunicação contemporânea não significa repetir o mundo desta comunicação, mas estabelecer um gancho com a percepção do nosso aluno.
9.  MANDAMENTO: ANALISAR-SE PESSOALMENTE
A primeira pessoa que deve responder aos questionamentos da educação é o professor. Somos nós que devemos saber qual o motivo de dar tal coisa, qual a relevância, qual a utilidade de tal leitura.  Minha irritação com a turma indisciplinada é uma espécie de raiva por saber que eles estão certos? Minha formação permanente me indica novos caminhos? Estou repetindo fórmulas que deram certo quando eu era aluno há 20 ou mais anos? É necessário um exercício analítico-crítico muito denso para que eu enfrente o mais duro olhar do planeta: o do meu aluno.
10. MANDAMENTO: SER PACIENTE
Ser paciente é a maior virtude do professor - a paciência de saber que, como dizia Rubem Alves, plantamos carvalhos e não eucaliptos. Nossa tarefa é constante, difícil, com resultados pouco visíveis a médio prazo. Porém, se você está lendo este texto, lembre-se que  houve uma professora ou um professor que o alfabetizou, que pegou na sua mão e  lhe ensinou  dezenas de vezes, a fazer a simples curva da letra O. Graças a estas paciências, somos o que somos. 
O modelo da paciência pedagógica é a recomendação materna para escovar os dentes: foi repetida quatro vezes ao dia, durante mais de uma década, com erros diários e recaídas diárias.  As mães poderiam dizer: já que vocês não querem nada com o que é melhor para vocês, permaneçam do jeito que estão que eu não vou mais gritar sobre isto (típica frase de sala de aula…) . 
Sem estas paciências, seríamos analfabetos e banguelas. Não devamos oferecer menos ao nosso aluno, especialmente ao aluno que não merece nem quer esta paciência. Este é o que necessita urgentemente dela. O doente precisa do médico, não o sadio. O aluno-problema precisa de nós, não o brilhante e limpo discípulo da primeira carteira.
Adaptação  pela  Profa. Claudia Martins, do texto original de Leandro Karnal, publicado na Revista Pazes, em 27/02/16, com o título: “Dez Mandamentos do Professor”. Acesso em 28/02/16. Disponível em:  http://www.revistapazes.com/dez-mandamentos-professor/
Amplie o debate deste tema. Clique no link  abaixo


O Telefone Celular e as Gerações Baby Boomers , X, Y e Z. Quem escapa da nova droga do século XXI?


As imagens são do Google. 

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Pibid: Secretário do MEC anuncia revogação do ofício da Capes sobre cortes no Pibid - Jornal da Ciência

O titular da  Secretaria de Educação Superior (Sesu), Sr. Jesualdo Farias,  disse em  Audiência Pública na Comissão de Educação do Senado, que não haverá  cortes no Pibid, após muitos protestos e pressões. 
O corte afetaria também o Pibid Diversidade, que oferece bolsas para atuação na zona rural e em áreas indígenas. Os dois programas são coordenados pela CAPES ( Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior). Veja reportagem na íntegra, publicada no Jornal da Ciência, que reproduzo aqui.

Em audiência pública, a manutenção e fortalecimento do programa receberam apoio unânime dos debatedores e parlamentares
Depois de ameaça de corte de mais de 45 mil bolsistas do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (Pibid) – destinado a formação de professores da educação básica -, o secretário de Educação Superior do Ministério da Educação (MEC), Jesualdo Pereira Farias, assegurou que serão “desconsiderados” os efeitos do ofício da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) que previa a redução de 50% das bolsas a partir de segunda-feira, 29/02/16.
“Deixo vocês tranquilos de que o Pibid não vai acabar”, garantiu ele, na audiência pública realizada na manhã de quarta-feira (24/02, na Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) do Senado, que teve a presença de 14 senadores e 10 deputados, representantes do governo, gestores do programa e pesquisadores, além da presença de um público de 240 pessoas, que vieram em caravanas de todas as regiões do País. Na audiência, a manutenção e fortalecimento do programa receberam apoio unânime dos debatedores e parlamentares.
Na véspera do debate, o Jornal da Ciência divulgou uma nota do Fórum Nacional do PIBID solicitando a revogação de um ofício publicado na última quinta-feira, 18, pela Diretoria de Educação Básica da Capes, anunciando o cancelamento, a partir de março, dos bolsistas que completam 24 meses no Programa e a eliminação automática das cotas de bolsas aprovadas para as instituições. Com a medida, conforme informou o Fórum, os bolsistas excluídos não seriam substituídos e os formadores do Programa seriam dispensados. “De imediato, em torno de 3 mil escolas públicas serão desligadas do Programa”, alertou a nota.
Hoje, no total, são cerca de 90 mil bolsistas que realizam estágio em 5,8 mil escolas públicas. As bolsas são mensais, distribuídas em 5 modalidades: R$ 400 para estudantes de licenciatura, R$ 765 para professores das escolas públicas que orientam pelo menos cinco estudantes, R$ 1, 4 mil para os professores de licenciatura que coordenam subprojetos ou auxiliam na gestão do programa e R$1,5 mil para o professor que coordena o projeto na IES.
O programa disponibiliza bolsas para alunos de licenciatura que participam de projetos de iniciação à docência, desenvolvidos por Instituições de Educação Superior (IES), públicas ou privadas, em parceria com escolas de educação básica da rede pública, com a finalidade de fortalecer a formação de professores e promover sua inserção nessas escolas, sob a orientação conjunta de um professor do curso e um da escola.
“É o programa que está revolucionando a formação de professores, com impacto muito grande em todo o País”, descreve a presidente da SBPC, Helena Nader, que esteve presente na audiência.  Segundo ela, a reunião de ontem foi fundamental para deixar claro ao Estado brasileiro a importância que a sociedade civil dá ao Pibid: “Ficou evidente o impacto positivo, de norte a sul, de leste a oeste, deste programa”, diz.
Nader reitera o apoio da SBPC ao Programa, lembrando que, desde que o debate sobre possíveis cortes começou, há mais de um ano, a Sociedade se pronunciou contrária a qualquer interrupção no programa. “E continuamos defendendo que o Pibid, conforme edital, seja mantido e que novas propostas sejam discutidas com a sociedade civil”, afirma.
Risco de cortes
Na audiência pública, a presidente do Fórum Nacional do Pibid, Alessandra Santos, reafirmou o conteúdo da nota publicada no dia 23 e as preocupações com o futuro do programa, diante de restrições orçamentárias desde 2014. Imediatamente, segundo disse, a iniciativa da Capes causaria o desligamento de muitas escolas públicas, de professores das universidades e das escolas que atuam no programa. Ela entende que essa iniciativa provocaria um efeito cascata devendo encerrar o programa definitivamente.
Santos informou que o coordenador do programa da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) comunicou que lá a previsão é de redução de 67% do programa. Enquanto na Faculdade Federal de Juiz de Fora o corte seria de 80%, caso o corte anunciado pela Capes se efetivasse.
Para o senador João Alberto Rodrigues PSB/AP, acabar com o Pibid representa exterminar a possibilidade de avançar na melhoria da qualidade da educação. Segundo ele, a partir de 1º de março, 95% das bolsas do Pibid no Amapá corriam risco de ser extintas.
O senador Blairo Maggi (PR-MT) defendeu a manutenção do programa e disse que em Mato Grosso existem 2,079 mil bolsistas em 203 escolas e cerca de 42 mil alunos beneficiados. “Encerrar um programa desse não é a melhor solução. Entendo o problema fiscal que o governo enfrenta, mas algumas atitudes o governo precisa tomar. Precisa ajustar as contas da máquina pública ao tamanho da arrecadação de impostos”, disse.
Cortes não podem ser lineares
Luiz Fernandes Dourado, representante do Conselho Nacional de Educação (CNE), ressaltou que, das 20 metas propostas pelo Plano Nacional de Educação (PNE), ao menos 3 – as metas 16, 17 e 18-, são sobre a formação de professores. Segundo ele, várias avaliações sobre o Pibid apontam pontos extremamente favoráveis para a formação de docentes, como a inserção de profissionais egressos do programa nas escolas da rede pública.
“Diante deste cenário de ajustes fiscais, eu me coloco contra a redução de recursos para a educação. Cortes não podem ser lineares, é preciso considerar a qualidade de programas já institucionalizados, como o Pibid”, argumenta.
Dourado defende que o desafio para a formação de professores é um desafio estrutural, visto que, de acordo com o Censo de 2013, dos mais de 2,1 milhões de professores de educação básica do País, cerca de 25% não possuem formação em nível superior. “Manifestações de diversas entidades chamam a atenção para o impacto do programa, para sua lógica de inovação e para o repensar da formação no bojo das IES, no entendimento de que ele eleva a qualidade, propicia uma articulação entre educação básica e superior que não apenas é desejável, mas já é um requerimento das diretrizes curriculares nacionais para formação continuada dos profissionais de educação”, diz.
Ao avaliar o debate, o senador Romário (PSB-RJ), presidente da Comissão de Educação, Cultura e Esporte, fez vários questionamentos aos representantes do MEC. Um deles foi sobre o fato de deixar faltar recursos para um programa em que o governo carrega o slogan “Pátria Educadora”.
Belchior de Oliveira, reitor do Instituto Federal de Educação Profissional e Tecnológica do Rio Grande do Norte (IFRN), membro da Comissão, falou sobre os impactos positivos do Pibid e da atuação dos institutos federais, que hoje somam mais de 608 unidades de ensino espalhadas no País. “O investimento do Pibid, na formação docente, na preparação do aluno, no futuro professor, fazendo que ele tenha êxito, tem feito uma grande diferença para a eficiência geral do sistema”.
Em consonância com Dourados, o reitor também se manifestou contra cortes no programa. “Precisamos superar as crises. E para superar as crises é preciso investir na formação dos cidadãos. A educação é a mola básica”, observa.
Reunião na próxima terça-feira  
A audiência pública aprovou encaminhamento para realização de uma reunião na próxima terça-feira, 01 de março, na sede do Ministério da Educação, em Brasília, com parlamentares, instituições de classe e entidades que gerenciam o programa. Será encaminhado também o pedido de suspensão do ofício da Capes.
A senadora Fátima Bezerra (PT/RN), vice-presidente da Comissão, coordenou o debate e adiantou que um dos objetivos da reunião será cobrar mais transparência na gestão do programa e defender que qualquer mudança no Pibid deve ser decidida em diálogo com as universidades e com a coordenação do programa.
O secretário do Ministério da Educação, Jesualdo Farias, assumiu o compromisso com a reunião para retomar a discussão sobre o programa, considerado “importante para formação dos professores e para melhoria do ensino médio”.
Declarou ainda que ninguém no Ministério “ficou feliz” com o corte de R$ 1,3 bilhão no orçamento da pasta. “A nossa luta diária é por mais verbas para a educação. O corte ainda será discutido no MEC e não sabemos ainda de onde tirar”, disse.
Cortes na Capes 
Irene Mauricio Cazorla, diretora de Educação Básica da Capes, justificou o corte da ordem de 32% no orçamento da instituição este ano, ficando R$ 5,2 bilhões. E reiterou o compromisso do governo de investir na formação de professores para escolas municipais, considerando que os cursos superiores de licenciatura nem sempre atendem as necessidades das salas de aula do ensino básico.
Ela disse que os recursos para formação da educação básica estão concentrados para o Plano Nacional de Formação de Professores da Educação Básica (Parfor) e Pibid. E confirmou que, desde outubro do ano passado – quando houve a audiência pública na Câmara dos Deputados para debater o programa – os recursos do orçamento do Pibid demonstravam ser insuficientes para manter o programa no mesmo tamanho, com a folha de R$ 42 milhões. “Se mantivéssemos o programa nessa ordem, só conseguiríamos pagar as bolsas até julho”, esclareceu.
Dessa forma, disse que foi “pensado no processo de transição do programa” que seria a não renovação das bolsas de 24 meses e lançar edital imediatamente para podermos “construir com bases novas”. “Nosso compromisso está mantido, de preservar o programa. Sabemos que os bolsistas fazem a diferença e são exemplos para nossas crianças. Mas temos um corte de R$ 1,3 bilhão e é preciso equacionar isso. Nós somos gestores”, disse.
Ela lembrou que em meados do ano passado vários deputados foram à Capes se solidarizar sobre as dificuldades do programa e lamentou: “Mas não houve nenhuma emenda parlamentar para nós (o programa)”, ironizou.
Fonte: Viviane Monteiro, Daniela Klebis e Vivian Costa/ Jornal da Ciência
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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Comissão de Educação quer ensino obrigatório de artes visuais, teatro, música e dança

Achei muito pertinente  essa decisão da Comissão de Educação do Senado Federal, sobre  a introdução da  música, teatro,  artes visuais e a dança, como linguagens que constituirão o componente curricular do ensino de artes nas escolas brasileiras.  
Ao longo da minha carreira de professora, pude observar o quanto nossas crianças e jovens se identificam  com essas linguagem. As vezes, eles podem não  ser bons nas disciplinas  convencionais,  mas demonstram talentos 
extraordinários nas artes.   Acompanhe a matéria publicada pela Agência Senado, que aqui reproduzo.  
"A Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) aprovou nesta terça-feira (23/02/16) proposta que altera a Lei de Diretrizes e Bases (LDB) no ponto referente ao ensino de artes. Pelo texto, a música, o teatro, as artes visuais e a dança serão as linguagens que constituirão o componente curricular do ensino de artes.

A matéria é proveniente de um substitutivo da Câmara dos Deputados (SCD 14/2015) a projeto de lei apresentado pelo então senador Roberto Saturnino (RJ), em 2006. Pela legislação atual, apenas a música é citada como conteúdo obrigatório, mas não exclusivo, nesse componente curricular.
O prazo para que os sistemas de ensino implantem as mudanças, incluída a formação dos professores em número suficiente para atuar na educação básica, é de cinco anos. O relator foi o senador Cristovam Buarque (PPS-DF)".
Fonte: Agencia Senado

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Oito dicas para montar um currículo. O que não se deve colocar em um currículo


Vivemos tempos difíceis, mas não perca as esperançasSer selecionado para uma vaga de emprego exige persistência. 
Vá à luta ! 
Confira oito dicas para você montar seu currículo. Veja o que não colocar. 

Quando surge uma vaga de trabalho, muitas pessoas se candidatam. Ser chamado para uma entrevista ou chamar a atenção de recrutadores,  é o primeiro passo para o sucesso. É importante que, ao enviar um e-mail com o seu currículo, ou entregá-lo em mãos nas empresas, ele tenha um diferencial entre os demais.

Confira 8 dicas para montar um currículo de sucesso

Seja claro e objetivo: todos os dados sobre o candidato devem estar no currículo de forma objetiva, simples, sem rodeios. O ideal é que o currículo tenha apenas uma folha e no máximo três, caso sua vida profissional seja muito extensa.

  • Primeiro informe seus dados pessoais: nome, idade, endereço, telefone e e-mail. Não é necessário número de carteira de identidade, CPF, nome do pai, da mãe, etc. Apenas os dados que permitam ao recrutador entrar em contato, caso seu perfil seja selecionado.
  • Formação: coloque sua formação, começando pelo curso mais recente: ensino fundamental, médio, ou superior, completo ou incompleto. Cursos de idiomas,  especialização dentro da área ou qualquer coisa que lhe tenha conferido um diploma. Dispense palestras e convenções. 
  • Experiência profissional: coloque apenas o nome das empresas nas quais trabalhou, o tempo de duração dos contratos em cada uma delas e a função que desempenhou. Tudo da forma mais clara e objetiva possível. Para quem está começando a carreira, é interessante citar os estágios, viagens para fora do Brasil: intercâmbio, trabalhos voluntários. 

O  que não se deve colocar em um currículo

v  Os recrutadores não gostam de currículos coloridos.  Devem ser  escritos com letra preta em folha branca.
v  Letras grandes não são bem-vindas. Use fonte tamanho 12,  que não fica nem muito grande nem muito pequena (Arial ou Times New Roman). 
v  Caso exijam foto, use tamanho 3X4, tirada em estúdio. Coloque-a no canto superior esquerdo da folha.

Não desista nunca! Avante!

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