domingo, 30 de agosto de 2015

Cultura Española. 12 de Octubre El Día de La Hispanidad: significado histórico y cultural de la celebración. Mapa del Español por el Mundo. Los Reyes de España

El Día de La Hispanidad  

 Significado histórico e cultural da celebração

A palavra “hispanidad” deriva de HISPANIA  -  nome  que os romanos deram à Península Ibérica, que é formada por Portugal e Espanha, quando da sua  conquista pelo Império Romano. Hoje, a expressão  "hispano"  inclui todos os  países  de fala e cultura  espanholas, espalhados pelo mundo.

O  Dia da Hispanidade   comemora  a data histórica do  Descobrimento da  América por  Cristóvão Colombo, no dia 12 de Outubro  de 1492,  final do século XV.

Festejam-se   os vínculos  existentes  entre os  nativos indígenas,  os negros que vieram escravizados da África e os brancos europeus;    a união, os  laços de  identidade  cultural e histórica dos  diferentes  povos e culturas que vivem nos países ibero-americanos,  povos  unidos pelo idioma espanhol, etnias, culturas e a religião católica.

¿Por qué en España se llama Día de la Fiesta Nacional y no Día de la Hispanidad?

El Día de la Hispanidad, anteriormente chamado “El Día de la Raza” (Dia da Raça),   foi instituído originalmente para unir os países colonizados pela Espanha, marcando a reaproximação,  após a  independência 
politica. 

A  Espanha perdeu suas colônias influenciadas  pelos ideais de liberdade pregados pela Revolução Francesa e pela Independência dos Estados Unidos de América, ex- colônia da Inglaterra.

A  celebração tem  mudado  de nome ao longo da história, e cada país celebra de um modo diferente. Intelectuais e políticos espanhóis e ibero-americanos debateram por décadas sobre o tema. Em 1913,  discutiu-se a criação de uma data que unisse Espanha e os países da América Latina, elegendo-se  o 12 de Outubro, data do descobrimento da América.

Primeiro se chamou Día de la Raza,  quando a data foi festejada em 1914,  pela primeira vez.  Oficialmente, a  partir do  Decreto Real de 18 de dezembro de 1987, a data é comemorada na Espanha com o  nome El  Día de la Fiesta Nacional (Día da Festa Nacional) ,  a secas, bem como Día de la Hispanidad.

Cada país celebra de um modo diferente. Vejamos:

Nos Estados Unidos, onde vive um grande número de hispânicos, e o espanhol é a segunda língua mais falada, comemora-se o  famoso Columbus Day (em inglês) ou   El Día de Colón (em  espanhol, que significa  Dia de Colombo). 

É celebrado  na 2ª.  segunda-feira do mês de Outubro,  para homenagear a Cristóbal Colón / Christopher Columbus (Cristóvão Colombo), a quem  se  atribui o  descobrimento da América em sua primeira viagem ao continente, em  12 de Outubro de 1492. Cada Estado  americano, onde vivem povos de origem  hispânica, comemora  de um modo diferente.
Na Venezuela, país da América do Sul (nosso vizinho ao norte),  chama-se Día de la Resistencia Indígena.


Sugestões para  comemorar o Dia da Hispanidade: 
a)    Lançamento de uma  Chuva de palavras espanholas;
b)    Iniciar  um conto  em língua espanhola e pedir que os alunos deem seguimento;
c)    Escrever 20 palavras-chaves desse conto, enquanto relata a história;
d)    Declamar em voz alta  sua palavra favorita em espanhol; 
e)    Desenvolver atividades  literárias, musicais e gastronômicas; 
f)     Organizar  bailes latinos, com danças como o tango, flamenca, salsa... 
g)     Exposições com elementos da  cultura  hispânica.


El Español por el Mundo - Mapa del  Español por el Mundo 


O espanhol é o idioma oficial de 21 países, sendo que a maioria localiza-se na América, a saber:
Argentina, Bolívia, Chile,  Colômbia, Costa Rica, Cuba, Venezuela,  República Dominicana,  Equador, El Salvador , Guatemala,  Honduras,  México, NicaráguaPanamá, Paraguay,  Peru,  Porto Rico, Uruguay.
Na África, o espanhol é língua  oficial na Guinea  Equatorial  e  Ilhas Canárias. Fala-se nas Ilhas de  Ceuta e  Melilla. Também no  Marrocos e Saara Ocidental. Filipinas,  antiga colônia espanhola na Ásia, ainda conserva traços da cultura hispânica

O mapa abaixo mostra os países que falam o idioma espanhol  ao redor do mundo - são  quase meio bilhão de pessoas  


fonte da imagem

Fonte da imagem: http://espanolporelmundo.bligoo.com.mx/

La Bandera de España
http://www.lamoncloa.gob.es/espana/simbolosdelestado/Paginas/index.aspx
Los Reyes  de España 

O Príncipe  das Astúrias, Felipe de Borbón, foi proclamado Felipe VI, rei de Espanha, dia 18 de Junho de 2014, durante uma sessão histórica das Cortes Gerais Espanholas, quando assumiu a chefia de Estado, da Monarquia Parlamentarista Espanhola, onde “o rei reina, mas não governa”.  Seus pais,   o rei Juan Carlos  I, que mantém o título,  apesar da abdicação,  e a sua mãe, a Rainha  Doña Sofia,  sua esposa, a  rainha Letízia  e suas duas  filhas estavam  muito felizes.
Á esquerda, o atual Rei da Espanha, Felipe IV, e seu pai Juan Carlos I,
que abdicou do trono em favor do filho 



Felipe VI com sua esposa, suas duas filhas pequenas, seus pais, sua irmã e sobrinho

VAMOS A PACTICAR. 

LA CLASE  VA  A  HACER UN CARTEL (CARTAZ)  CON LAS IMÁGENES: 

1) Feliz Día de La Hispanidad; 2) Descubrimiento de America - 12 de Octubre;
3) 12 de Octubre Fiesta Nacional de  España; 5) Columbus Day  (El Día de Cristóbal Colón/ - El Día  de Colón (O  Dia de Cristóvão Colombo);
6) Imagem 6, com as três caravelas);  7) Imagem e legenda com o atual rei da Espanha e seu pai). 

Sites consultados 
Site Oficial da Monarquia Espanhola
La bandera de España.Site do  Palácio de La Moncloa 
Día de la hispanidade  
Cómo se celebra el día de la hispanidad en el mundo
Coroação do novo rei de Espanha, Felipe VI

sábado, 15 de agosto de 2015

Aprender História do Brasil com a Literatura. O Condoreirismo na Poesia de Castro Alves, o Poeta dos Escravos: Vozes d'África, Saudação a Palmares, O Laço de Fita. Biografia de Castro Alves. Atividades



"Considero-me um poeta integrado no meu tempo. Cantei a natureza, a mulher, o amor e vivi a causa do meu século: entreguei-me inteiro à causa dos escravos."
Castro Alves (1847-1871)

Este post visa  incentivar os alunos a conhecerem a poesia  de Castro Alves, o  "Poeta dos Escravos", bem como o condoreirismo, movimento literário brasileiro que o influenciou a se engajar nas questões sociais e políticas do seu tempo histórico, como a Abolição e a República. 


O que  é o condoreirismo ?
condoreirismo é uma  escola brasileira de poesia, da Terceira e última Geração do Romantismo, de caráter social e político,  que divulgava e defendia ideias igualitárias. O movimento tem o social como temática principal. Seus autores combatiam a  escravidão e eram a favor da República.

Condor:ave de voo rasante
Entre 1860 e 1870 esse movimento literário predominou na poesia brasileira, que o escritor Capistrano de Abreu (1853-1927) denominou de "condoreiro". É uma poesia de teor declamativo e social, que   tem no poeta  baiano Castro Alves seu maior representante. 

Seus  escritores demonstravam imensa preocupação com os problemas sociais. Questões como: o direito dos povos à independência, o fim da escravidão,
educação, erradicação da miséria começaram a ser discutidos e difundidos por eles. Castro Alves foi o maior representante dessa geração. Celebrizou-se pela força lírica dos poemas em favor da libertação dos escravos.
Seus protagonistas adotaram  como símbolo o condor dos Andes, ave de voo alto capaz de enxergar à distância, que representa a liberdade da América  – daí o nome Condoreirismo. É também conhecida como “geração hugoana” – referência ao escritor francês  Victor Hugo. Os versos desse período estão voltados para os pobres, marginalizados e escravizados. 
Rui Barbosa 
Fortemente influenciados pela poesia social do escritor francês  Victor Hugo (1802-1885),  por Augusto Comte (1798-1857), Charles Darwin (1809-1882) e outros pensadores europeus, os escritores  brasileiros empenharam-se na luta contra a  escravidão, a Monarquia e a favor da República.  

Destacam-se:  Tobias Barreto (1837-1889), Sílvio Romero (1851- 1914),  Capistrano de Abreu 

(1853-1927),  José Bonifácio (1827-1886), 
Pedro Calasãs (1837-1874) e o maranhense Joaquim de Sousa Andrade, conhecido como Sousândrade.
Joaquim Nabuco (1849-1910), Rui Barbosa (1849-1923) e Castro Alves (1847- 1871) se destacaram na divulgação do novo ideário.
Esses escritores praticavam uma poesia retórica, repleta de hipérboles e antíteses. É uma poesia de teor declamativo e social, que   tem no poeta baiano Castro Alves, seu maior representante, o  qual se  une ao também   baiano  Rui Barbosa, seu contemporâneo de faculdade,  no combate à escravidão. 

A Poesia de  Castro Alves 
A criação artística de Castro Alves tem  duas vertentes:  uma lírico-amorosa, onde se destaca o poema O Laço de Fita; a outra de denúncia e combate às injustiças  sociais, como se  percebe  nos poemas abolicionistas  Navio Negreiro e Vozes d‘África, este  encontrado no Livro Os Escravos, no qual o poeta condena a escravidão e busca explicações para fatores  que levam o homem branco a escravizar o homem negro. Navio Negreiro é o seu mais conhecido poema abolicionista;  em Vozes d'Africa o poeta escreve na 1ª. Pessoa, como se ele fosse a própria África reclamando a Deus por tanto  sofrimento.

Vamos conhecer essas três  poesias de Castro Alves, que contemplam essas duas vertentes.  Vale a pena  ler e interpretar à luz da História do Brasil Colônia e do Brasil Império. 
      O LAÇO DE FITA
                   Autor: Castro Alves 

        Não sabes, criança?  'Stou louco de amores...
        Prendi meus afetos, formosa Pepita.
        Mas onde?  No templo, no espaço, nas névoas?!
        Não rias, prendi-me
                        Num laço de fita.

        Na selva sombria de tuas madeixas,
        Nos negros cabelos da moça bonita,
        Fingindo a serpente qu'enlaça a folhagem,                         
        Formoso enroscava-se
                        O laço de fita.

        Meu ser, que voava nas luzes da festa,
        Qual pássaro bravo, que os ares agita,
        Eu vi de repente cativo, submisso
        Rolar prisioneiro
                        Num laço de fita.

        E agora enleada na tênue cadeia                                    
Debalde minh'alma se embate, se irrita... O braço, que rompe cadeias de ferro, Não quebra teus elos, Ó laço de fita! Meu Deusl As falenas têm asas de opala, Os astros se libram na plaga infinita. Os anjos repousam nas penas brilhantes... Mas tu... tens por asas Um laço de fita. Há pouco voavas na célere valsa, Na valsa que anseia, que estua e palpita. Por que é que tremeste? Não eram meus lábios... Beijava-te apenas... Teu laço de fita. Mas ai! findo o baile, despindo os adornos N'alcova onde a vela ciosa... crepita, Talvez da cadeia libertes as tranças Mas eu... fico preso No laço de fita. Pois bem! Quando um dia na sombra do vale Abrirem-me a cova... formosa Pepital Ao menos arranca meus louros da fronte, E dá-me por c'roa... Teu laço de fita  Fonte: Livro Espumas Flutuantes.
S. Paulo, Julho de 1868.
         Domínio Público:  http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/wk000622.pdf

 Poema    Vozes d'África                          Autor: Castro Alves
I
Deus! ó Deus! onde estás que não respondes? 
Em que mundo, em qu'estrela tu t'escondes 
Embuçado nos céus? 
Há dois mil anos te mandei meu grito, 
Que embalde desde então corre o infinito... 
Onde estás, Senhor Deus?... 

II

Qual  Prometeu tu me amarraste um dia 
Do deserto na rubra penedia 
— Infinito: galé! ... Por abutre — me deste o sol candente, 
E a terra de Suez  — foi a corrente 
Que me ligaste ao pé... 
III
O cavalo estafado do Beduíno 
Sob a vergasta tomba ressupino 
E morre no areal. 
Minha garupa sangra, a dor poreja, 
Quando o chicote do simoun dardeja 
O teu braço eternal. 
IV
Minhas irmãs são belas, são ditosas... 
Dorme a Ásia nas sombras voluptuosas 
Dos haréns do Sultão. 
Ou no dorso dos brancos elefantes
Embala-se coberta de brilhantes 
Nas plagas do Hindustão.... 
V


Por tenda tem os cimos do Himalaia...
Ganges amoroso beija a praia Coberta de corais ...
A brisa de Misora o céu inflama;
E ela dorme nos templos do Deus Brama,
— Pagodes colossais...
VI
A Europa é sempre Europa, a gloriosa!
A mulher deslumbrante e caprichosa, 
Rainha e cortesã. 
Artista — corta o mármor de Carrara; 
Poetisa — tange os hinos de Ferrara, 
No glorioso afã! ... 
Sempre a láurea lhe cabe no litígio... 
Ora uma c'roa, ora o barrete frígio 
Enflora - lhe a cerviz. 
Universo após ela — doudo amante 
Segue cativo o passo delirante 
Da grande meretriz. 

VII
Mas eu, Senhor!...
Eu triste abandonada
Em meio das areias esgarrada,
Perdida marcho em vão!
Se choro... bebe o pranto a areia ardente;
talvez... p'ra que meu pranto,
ó Deus clemente!
Não descubras no chão...

VIII

E nem tenho uma sombra de floresta...
Para cobrir-me nem um templo resta
No solo abrasador...
Quando subo às Pirâmides do Egito
Embalde aos quatro céus chorando grito:
"Abriga-me, Senhor!.."
IX
Como o profeta em cinza a fronte envolve,
Velo a cabeça no areal que volve
O siroco feroz...
Quando eu passo no Saara amortalhada...
Ai! dizem: "Lá vai África embuçada
No seu branco albornoz. . .
X

 Nem veem que o deserto é meu sudário,
Que o silêncio campeia solitário
Por sobre o peito meu.
Lá no solo onde o cardo apenas medra
Boceja a Esfinge colossal de pedra
Fitando o morno céu.
XI
De Tebas nas colunas derrocadas
As cegonhas espiam debruçadas
O horizonte sem fim ...
Onde branqueia a caravana errante,
E o camelo monótono, arquejante
Que desce de Efraim
XII
Não basta inda de dor, ó Deus terrível?!
É, pois, teu peito eterno, inexaurível
De vingança e rancor?...
E que é que fiz, Senhor? que torvo crime
Eu cometi jamais que assim me oprime
Teu gládio vingador?!
XIII
Foi depois do dilúvio... um viandante,
Negro, sombrio, pálido, arquejante,
Descia do Arará...
E eu disse ao peregrino fulminado:
 "Cam! ... serás meu esposo bem-amado...
 — Serei tua Eloá...
XIV
Desde este dia o vento da desgraça
Por meus cabelos ululando passa
O anátema cruel.
As tribos erram do areal nas vagas,
E o nômade faminto corta as plagas
No rápido corcel.
XV
Vi a ciência desertar do Egito...
Vi meu povo seguir — Judeu maldito —
Trilho de perdição.
Depois vi minha prole desgraçada
Pelas garras d'Europa — arrebatada — Amestrado falcão! ...
XVI
Cristo! embalde morreste sobre um monte
Teu sangue não lavou de minha fronte
A mancha original.
Ainda hoje são, por fado adverso,
Meus filhos — alimária do universo,
Eu — pasto universal...
XVI

Hoje em meu sangue a América se nutre
Condor que transformara-se em abutre,
Ave da escravidão,
Ela juntou-se às mais... irmã traidora
Qual de José os vis irmãos outrora
Venderam seu irmão.
XVII
Basta, Senhor!
De teu potente braço
Role através dos astros e do espaço
Perdão p'ra os crimes meus!
Há dois mil anos eu soluço um grito... escuta o brado meu lá no infinito,
Meu Deus! Senhor, meu Deus!!...
Fonte: SILVA, Bruna. Leia o poema na íntegra.  Disponível em:
 http://www.academia.edu/6237599/Analise_de_Vozes_DAfrica


Poema   Saudação a Palmares       Autor: Castro Alves                        

Nos altos cerros erguido
Ninho d’águias atrevido,
Salve! - País do bandido!
Salve! - Pátria do jaguar!
Verde serra onde os palmares
- Como indianos cocares
No azul dos colúmbios ares
Desfraldam-se em mole arfar! ...

Salve! Região dos valentes
Onde os ecos estridentes
Mandam aos plainos trementes
Os gritos do caçador!
E ao longe os latidos soam...
E as trompas da caça atroam...
E os corvos negros revoam
Sobre o campo abrasador! ...

Palmares! a ti meu grito!
A ti, barca de granito,
Que no soçobro infinito
Abriste a vela ao trovão.
E provocaste a rajada,
Solta a flâmula agitada
Aos uivos da marujada
Nas ondas da escravidão!

De bravos soberbo estádio,
Das liberdades paládio,
Pegaste o punho do gládio,
E olhaste rindo pra o val:
Descei de cada horizonte...
Senhores! Eis-me de fronte!
E riste... O riso de um monte!
E a ironia... de um chacal!...
Nos altos cerros erguido
Ninho d'águias atrevido,
Salve! - País do bandido!
Salve! - Pátria do jaguar!
Verde serra onde os palmares
- Como indianos cocares -
No azul dos colúmbios ares
Desfraldam-se em mole arfar! ...
Salve! Região dos valentes
Onde os ecos estridentes
Mandam aos plainos trementes
Os gritos do caçador!
E ao longe os latidos soam...
E as trompas da caça atroam...
E os corvos negros revoam
Sobre o campo abrasador! ...


Biografia  de Castro Alves (1847-1871)

Castro Alves 
aos 18 anos  de idade
Antônio Frederico de Castro Alves,  importante poeta brasileiro do século XIX , nasceu na fazenda Cabaceiras, próxima à vila de Curralinho, hoje cidade de Castro Alves, no Estado da Bahia,  em 14 de março de 1847 e faleceu em 6 de Julho de 1871, vítima da tuberculose, aos 24 anos de idade.
Por volta de 1853, mudou-se com a família para Salvador.  Estudou no colégio de Abílio César Borges, futuro Barão de Macaúbas, onde  foi colega de Rui Barbosa.  Ainda adolescente, já demonstrava vocação para a poesia.
As questões  sociais estão  na poesia de Castro Alves. Nos seus poemas, o autor  mostra a miséria humana, e o tratamento dispensado aos escravos, retratando-os como heróis.   Além da poesia de caráter social, esse grande escritor  escreveu versos líricos-amorosos, ao estilo do escritor
francês  Vítor Hugo. Pode-se dizer que Castro Alves foi um poeta da transição entre o Romantismo e o Parnasianismo.
Manifestou toda sua sensibilidade escrevendo versos de protesto contra a escravidão. Seu estilo contestador o tornou conhecido como o “Poeta dos Escravos”, por  tratar  das questões abolicionistas em seus poemas. Seu primeiro poema sobre a escravidão  foi “A Canção do Africano”. Aos 21 anos de idade, mostrou toda sua coragem ao recitar, durante uma comemoração cívica, o poema “Navio Negreiro”. A contra gosto, os fazendeiros ouviram-no clamar versos que denunciavam os maus tratos aos negros.

Os amores também inspiraram alguns dos seus poemas. O lirismo amoroso está na sua obra, mas é possível perceber também sensualidade e paixão. É importante ressaltar o poder da oratória nos seus escritos, e o  talento do escritor como orador que dá  ênfase à comunicação.

Castro  Alves vinha sofrendo de tuberculose desde os 16 anos de idade, vindo a  morrer  muito jovem,  aos 24 anos, antes mesmo de terminar o curso de Direito. O autor foi homenageado na Academia Brasileira de Letras, com a cadeira nº 7  que tem Castro Alves como patrono.

Suas principais obras são: "Espumas Flutuantes", "A Cachoeira de Paulo Afonso", O Laço de Fita, O hóspede. No livro "Os Escravos" estão "Vozes d'África" e "O Navio Negreiro", considerados os dois poemas mais representativos de sua obra.
Atividades 
1. Você conhecia algum desses autores? Qual deles
2. O que  é o condoreirismo ? a)  Por que tem esse nome? b) Qual o seu símbolo
c) O que essa poesia prega?  d) Quem é o seu poeta símbolo?  
3. Seus  escritores demonstravam imensa preocupação com os problemas sociais.  Cite-os.   4. Seus autores receberam quais  influências estrangeiras
5. Quais os escritores brasileiros que se destacaram na criação do condoreirismo? 
6.  A criação artística de Castro Alves tem  duas vertentes. Quais são elas?
7. Quais os poemas que representam cada uma dessas vertentes? 
8. Qual  o mais conhecido poema abolicionista de Castro Alves?
9.  Faça uma pesquisa sobre a Vida e obra de Rui Barbosa. 
10. Forme dois grupos para declamar as seguintes poesias de Castro Alves, em forma de jogral:  O Laço de Fita  e  Vozes d'África. 
Sites consultados