terça-feira, 9 de abril de 2013

África e Herança Cultural: histórias, contos e lendas africanas. Lendas dos Orixás, deuses da África. Instrumentos musicais de origem africana





As antigas sabedorias dos povos africanos vêm sendo contadas de boca em boca por sucessivas gerações, percorrendo as diferentes paisagens do continente ou cantadas em praça pública, contribuindo para conservar e transmitir a memória oral  ensinadas como lições de vida  às gerações mais novas.  São histórias de caçadores e agricultores, bruxas e feiticeiros, reis e princesas,  heróis que atravessam a mata para cumprir seus destinos. 


É com o propósito de destacar a importância de se transmitir aos mais jovens valores fundamentais de respeito aos antepassados, à natureza, aos ideais de liberdade, igualdade e fraternidade, como pregavam os revolucionários da França de 1789 (Revolução Francesa),  que apresentamos algumas lendas africanas e a força dos tambores que cruzaram o Oceano Atlântico e chegaram ao Brasil. 

Cada país, cada povo, cada região tem suas tradições, seus costumes, sua cultura. As histórias, lendas, danças, artes e maneira de viver de um determinado local é o que chamamos de cultura popular.  


Cultura popular são as manifestações dos costumes, crenças e atividades artísticas produzidas pelo povo e passadas  livremente   de geração a geração."  A cultura brasileira é muito rica, porque tem a influência  de vários povos que contribuíram para a nossa formação, como os portugueses, os indígenas e os africanos. 

Iremos contar um pouco da  força da mitologia e a riqueza cultural da África e de seus povos,  destacando   contos e lendas sobre instrumentos musicais de origem africana e lendas dos Orixás,   Deuses da África.


Para melhor compreensão do que iremos estudar, vamos  primeiro tentar  entender os  gêneros textuais: mito, fábula, conto e lenda. Eles fazem parte da literatura popular, a qual  é transmitida oralmente, de geração a geração. Os mitos, histórias, lendas, provérbios e adivinhações  fazem parte da  literatura popular,que é  tão apreciada no mundo inteiro, por diferentes povos. Vamos conhecer  esses gêneros:


1) Mito  não é o mesmo que fábula, conto de fada ou lenda.  Mitos - são narrativas utilizadas pelos povos antigos para explicar fatos da vida real e  fenômenos da natureza que não eram compreendidos por eles, a exemplo do Mito da Criação do Mundo  (Cosmologia). 

Os mitos se utilizam de muita simbologia, personagens sobrenaturais, deuses, semi-deuses e heróis para explicar a origem das coisas. Está  relacionado com uma dada cultura e/ou religião e  procura explicar os principais acontecimentos da vida, os fenômenos naturais, as origens do Mundo e do Homem por meio de  criaturas sobrenaturais, como: deuses, semi-deuses e heróis.  

Um dos objetivos do mito, portanto, é  explicar  pela imaginação e pela fantasia, fatos que a ciência não explica. Todos  os povos possuem seus mitos. Alguns assuntos como a criação do mundo, deram origem a  vários  outros, fazendo com que os  vários povos da Terra tenham a  sua própria explicação para a origem do mundo.

Mitologia é o estudo e interpretação do mito e do conjunto de mitos de uma determinada cultura. Exemplos: mitologia grega, mitologia romana, mitologia africana e mitologia egípcia  (do Egito - país situado no Norte da África).

2) Fábula - é uma narrativa  curta que traz uma reflexão sobre os valores humanos,  onde os animais são os personagens principais e os seres humanos podem não estar presentes na história. Na fábula os animais falam, pensam e agem como seres humanos. O objetivo da fábula é transmitir um ensinamento, criticar uma determinada maneira de agir e de se comportar com o outro. Por isso, a fábula sempre  termina  com uma lição de moral. 
Veja no exemplo da fábula a raposa e as uvas, animal que é sempre mostrado como muito esperto. Veja  também o leão e o rato.  
                 
                                                 A Raposa e as Uvas

Uma raposa faminta entrou num terreno onde havia uma parreira cheia de uvas maduras, cujos cachos se penduravam muito alto, bem acima de sua cabeça.  A raposa não resistiu à tentação de chupar aquelas uvas mas,   por mais  que pulasse, não conseguia abocanhá-las.  Cansada de tanto pular, olhou mais uma vez os apetitosos cachos de uvas e disse: ESTÃO VERDES ...
Moral da história: é  fácil desdenhar  daquilo que não se alcança.

O Leão e o Rato

Um Leão dormia sossegado, quando foi despertado por um Rato, que passou correndo sobre seu rosto. Com um bote ágil ele o pegou, e estava pronto para matá-lo,  quando o Rato suplicou:
- Ora, se o senhor me poupasse, tenho certeza que um dia poderia retribuir sua  bondade.
Rindo por achar ridícula a ideia, assim mesmo, ele resolveu libertá-lo. Aconteceu que, pouco tempo depois, o Leão caiu numa armadilha colocada por caçadores. Preso ao chão, amarrado por fortes cordas, sequer podia mexer-se. O Rato, reconhecendo seu rugido, se aproximou e roeu as cordas até deixá-lo livre. Então disse:
- O senhor riu da ideia de que eu jamais seria capaz de ajudá-lo. Nunca esperava  receber de mim qualquer favor em troca do seu. Mas agora sabe, que mesmo um pequeno Rato é capaz de retribuir um favor a um poderoso Leão.
Moral da história: Os pequenos amigos podem se revelar os melhores e mais leais aliados.

                    “Quem conta um conto, aumenta um ponto.”, diz o dito popular.

3) Conto -  é uma narração breve de um acontecimento.   Em geral, não apresenta divisão em capítulos. O conto é curto e direto. Tem estrutura fechada e um número reduzido de personagens. As características a seguir, servem para nos ajudar a identificar esse gênero literário, tão popular.


O conto é uma forma de contar e passar adiante nossas histórias. Narra  um fato inusitado,  ou seja, que não é comum, mas  que pode ocorrer na vida das pessoas. Por isso atrai leitores de todas as idades e níveis intelectuais. Sua linguagem é simples, direta, acessível e dinâmica.  

É uma narrativa linear e curta no  tamanho e no tempo.  As ações se passam em um só espaço,  tem  um único  eixo temático e um conflito. Todas as ações se encaminham direto  para o desfecho final. O primeiro grande contista brasileiro foi Machado de Assis, que se revela no início do Realismo, e seu nome se tornaria consagrado pelo brilhantismo com que dominava as palavras. 


Tipos de contos 

Alguns autores falam de contos alegóricos, os contos fantásticos, os contos satíricos, os contos de fadas, entre outros.
O conto de fada é uma história fictícia, ou seja, não é real,  que traz elementos ou criaturas mágicas (era uma vez...). Os contos de fadas são uma variação do conto popular ou fábula. É comum o uso de príncipes e princesas. A linguagem é simples e direta possuindo  apenas um clímax. Exs: O Soldadinho de Chumbo, O Patinho Feio,  A Lenda do Tambor Africano -  O Sonho    dos Macaquinhos, que  você vai ler  aqui, entre tantos outros que existem.  

4) Lenda-  é uma narrativa  de caráter fantasioso transmitida pela tradição oral de geração a geração, através dos tempos. Na maioria das vezes, as lendas surgem a partir de  acontecimentos  verdadeiros, que procuram explicar pela imaginação fatos  que os seres humanos  não conseguem  explicar pela razão. 

As personagens das lendas nem sempre são seres humanos. Existem elementos da flora (animais), da fauna (plantas) , seres mágicos, monstros, pessoas e seres fantásticos. A principal característica da lenda é ser oral. Não se conhece o  autor dessas narrativas. É cultura popular. Isso explica o porquê de  existir várias versões para uma  mesma história contada em lugares diferentes. 

No Brasil, de norte a sul, há muitas lendas, cada qual com sua tônica regional. São lendas  de origem africana, indígena e portuguesa.  Assim, os costumes, valores e cultura de um povo, podem ser estudados através da análise de suas lendas. Com base nessas leituras, podemos  conhecer  diferentes  visões de mundo que mantém viva a tradição dos povos. 

Vamos agora conhecer um pouco da cultura oral africana, através de  seus contos e de suas  lendas. Bons estudos !


                       Contos e Instrumentos  Musicais de Origem  Africana 

Os  instrumentos  de  origem  africana   têm  uma  alegria  pulsante  em  sua  batida.  Muitas  são  as  lendas  africanas  sobre a origem dos seus instrumentos musicais, que   quando tocam nos fazem   sentir  seu  som  vibrando  em  todas  as  partes  de  nosso  corpo. Vamos conhecer alguns desses instrumentos, começando pelo tambor. 

O tambor é um instrumento musical de percussão, que é formado por um tipo de caixa arredondada vazia, coberta por uma  espécie  de  pele.  Quando  batemos  sobre  a  pele,  produzimos  um  som  interessante,  por  causa  da  vibração  que  a  pele  faz  ao  receber  a  batida.  O conto abaixo, chamado “a origem do tambor”, vem de um país africano chamado Guiné  Bissau e vai nos contar como esse instrumento surgiu.  
             
A Lenda do Tambor Africano: o  sonho dos macaquinhos. Conto africano que vem da Guiné Bissau


Dizem  na  Guiné  que  a  primeira  viagem  à  lua  foi  feita  pelo  macaquinho  de  nariz  branco. Segundo  contam as pessoas,  certo  dia,  os  macaquinhos  de  nariz  branco  resolveram  fazer  uma  viagem  à  lua  para  trazê-la  até  a  terra.  Tentaram  de  todas  as  formas  subir  até  a  lua,  mas  não   tinham  sucesso,  até  que  um  deles,  o menor de todos, teve  a ideia de subirem uns por cima dos outros para tentar chegar à Lua.

Porém, a pilha de macacos desmoronou e  todos caíram, menos o menor, que ficou pendurado na Lua. Esta lhe deu a mão e o ajudou a subir. A Lua gostou tanto dele que lhe ofereceu, como presente, um tamborinho. 
O macaquinho foi ficando por lá, até que começou a sentir saudades de casa e resolveu pedir à Lua que o deixasse voltar.
A Lua o amarrou ao tamborinho para descê-lo pela corda, pedindo a ele que não tocasse antes de chegar à Terra e, assim que chegasse, tocasse bem forte para que ela cortasse o fio. 

O Macaquinho foi descendo feliz da vida, mas na metade do caminho, não resistiu e tocou o tamborinho. Ao ouvir o som do tambor a Lua pensou que o Macaquinho houvesse chegado à Terra e cortou a corda. 
O Macaquinho caiu e, antes de morrer, ainda pode dizer a uma moça que o encontrou, que aquilo que ele tinha era um tamborinho, que deveria ser entregue aos homens do seu país. A moça foi logo contar a todos sobre o ocorrido.  Vieram pessoas de todo o país e, naquela terra africana, ouviam-se os primeiros sons de tambor.

Conheça outros instrumentos  musicais de origem afro-brasileira


AGOGÔ


Instrumento musical de percussão  de origem africana composto de um pequeno arco, uma alça de metal com um cone metálico em cada uma das pontas.

Estes cones são de tamanhos diferentes, portanto produzindo sons diferentes que também são produzidos com o auxílio de um ferrinho que é batido nos cones. Também faz parte da "BATERIA" da roda de capoeira. O termo agogô pertence a língua nagô e vem do vocábulo agogô, que quer dizer sino.






O Bongô Africano Artesanal -  é  um instrumento musical do tipo membra-fone  composto por dois pequenos tambores unidos entre si. Em sua forma moderna,  no final do  século XIX chegou a Cuba, sendo tocado nos bailes de salsa.

                                          
                                          GANZÁ (reco-reco do Brasil)


O  ganzá  é  um  dos  instrumentos  mais  conhecidos  de origem  africana.  geralmente  o  chamamos  de  chocalho.  Ele  é  super  fácil  de  fazer  e  tem  um  som  bem  gostoso. 


O CAXIXI


O caxixi é um  instrumento idiofone (o som é provocado pela  vibração) do tipo  chocalho,   originário da  Região do Congo-Angola, África.  Tem o formato de um pequeno cesto de palha  trançada, em forma de  campânula.  

Pode ter vários tamanhos e ser simples, duplo ou triplo. A abertura é fechada por uma rodela de cabaça.  Tem uma alça no vértice. Possui pedaços de acrílico, arroz ou   sementes   secas na parte interna   para  emitir os sons.   É usado principalmente como complemento do  berimbau.  
Desafio  dos  instrumentos  musicais: faça você mesmo o seu instrumento musical

 Ganzá:  vamos fazer um ? Mãos  à  obra !  

MATERIAL:  2 latas vazias; grãos de milho; fitas adesivas coloridas.

COMO  FAZER  SEU  GANZÁ (Instruções):

Lave  as  latas  e retire  os  rótulos;  seque-as  bem  e  coloque  os  grãos  de  milho  dentro  de  uma  das  latas;  junte a  outra  lata  e  prenda  as  duas  com  fita  adesiva; passe  fitas  adesivas  coloridas  por  todo  o  seu  ganzá,  para  que  ele  fique  bem bonito e bem  alegre. Agora  é  só  chacoalhar  o seu   ganzá -  e  o  corpo também! Vamos lá


Lendas  Africanas  dos Orixás, Deuses da África

 As lendas   aqui  citadas foram catalogadas pelo fotógrafo francês Pierre Verger, que viveu durante  muitos anos na Bahia e viajou por dezessete anos pela África Ocidental. Você poderá ler e conhecer essas lendas no link que iremos disponibilizar. 

Há muitas  lendas africanas que contam as histórias e as aventuras dos Orixás, os deuses da África, como acontece com as aventuras   contadas na mitologia grega e romana sobre os deuses daqueles povos antigos,  que você estuda nos livros de história.  

A  história de Oxum,  as  lendas de Oxossi e de Oxaguian, de Ogum, o deus do ferro.  As origens de Xangô, de Iemanjá e de Obaluaê, enfim.

Conheça agora a lenda de OSSAIN,  o senhor das virtudes das folhas, plantas medicinais e  litúrgicas. 
  
Ossaniyn, Ossaim, Ossãe, Ossain (como se escreve habitualmente) é o Vodun da caça e das florestas e conhece os segredos das folhas. É filho de Nanã com Oxalá. Comanda as folhas medicinais e litúrgicas chamadas de  folhas sagradas, usadas nos ritos do candomblé  que são utilizadas numa mistura especial de nome  abô

Cada Orixá tem a sua folha, mas só Ossaim detém seus segredos. E sem as folhas e seus segredos não há  axé.  Portanto, sem ela nenhuma cerimônia  religiosa é possível. Vamos conhecer agora  a lenda desse Orixá, deus africano das folhas -  Ossain.
  
OSSAIN, o Senhor das Folhas

Ossain receberá de Olodumaré o segredo das folhas.
Ele sabia que algumas delas traziam a calma ou o vigor.
Outras, a sorte, a glória, as honras ou ainda, a miséria, as doenças e os acidentes.
Eles dependiam de Ossain para manter sua saúde ou para o sucesso de suas iniciativas.

Xangô, cujo temperamento é impaciente, guerreiro e imperioso, irritado por esta
desvantagem, usou de um ardil para tentar usurpar a Ossain a propriedade das folhas.
Falou dos planos à sua esposa Iansã, a senhora dos ventos. Explicou-lhe que, em certos dias Ossain pendurava, num galho de Iroko, uma cabeça contendo suas filhas mais poderosas.

Desencadeie uma tempestade bem forte num desses dias”, disse-lhe Xangô.
Iansã aceitou a missão com muito gosto.

O vento soprou as grandes rajadas,
Levando o telhado das casas,
Arrancando as árvores,
Quebrando tudo por onde passava e,
O fim desejado, soltando a cabaça do galho onde estava pendurada.

A cabaça rolou para longe e todas as folhas voaram.
Os orixás se apoderaram de todas.

Cada um tornou-se dono de algumas delas,
Mas, Ossain permaneceu senhor do segredo de suas virtudes
E das palavras que devem ser pronunciadas
Para provocar sua ação.

E, assim, continuou a reinar sobre as plantas
Como senhor absoluto.
Graças ao poder (axé) que possui sobre elas.
 
Referências. A principal fonte de pesquisa foi o Google. Desativei alguns links que não estavam respondendo, em 22/05/2023
Osanyin ou Ossaim. WikipédiaDisponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Osanyin
GRANATIC , Branca; ALMEIDA, Vera.  Linguagens em sintonia, língua portuguesa.  Ed scipione, 5ª série/6º ano., páginas 70 a 74.

Todas as Imagens são  do Google, bem como a maior parte das pesquisas do presente conteúdo.  

Última atualização em 22/05/2023, ás 11:56 da manhã, quando apaguei vários links pesquisados, pois  não estavam mais disponíveis. 

Pesquisei tudo pelo google, quando postei à época. Sou Professora de Cultura Afroindígena, da Rede Pública Estadual da Bahia.  Qualquer contestação dos conteúdos aqui trabalhados,  estou às ordens. Obrigada. 




quarta-feira, 20 de março de 2013

De Onde Viemos: a fabulosa árvore genealógica humana. Os seres humanos (Homo sapiens) anatomicamente modernos originaram-se na África há cerca de 200 mil anos


Os seres humanos (Homo sapiens) anatomicamente modernos originaram-se na África há cerca de 200 mil anos, atingindo seu comportamento moderno conhecido há apenas cerca de 50 mil anos. A evolução foi longa para chegarmos até aqui. 

É como um quebra-cabeça que vai sendo montado lentamente enquanto são achados fósseis de nossos antepassados. No gráfico abaixo, você confere as peças dessa árvore genealógica humana que abrange nossa evolução desde 5 milhões de anos atrás até o presente.

Evidências fósseis

Fósseis de hominídeos são preciosos – não importa o tamanho ou condições. Esqueletos completos são raros em nossos tempos. Dentes, ossos faciais e cranianos são os restos de fósseis mais comuns que sobrevivem ao longo dos séculos. Crânios quase nunca são encontrados intactos, e normalmente são reconstruídos a partir de fragmentos.

Quando cientistas chegam a conclusões específicas sobre comportamento de nossos antepassados, eles precisam de partes específicas do esqueleto. Por exemplo, a postura agachada ou em pé pode ser interferida a partir da conexão da coluna vertebral com o crânio, enquanto o bipedismo exige análise de ossos da coxa, joelho ou articulações do pé. Já os crânios são usados para investigar a evolução do cérebro dos hominídeos. [Handprint]

10 ancestrais essenciais da evolução humana

Destacamos  os textos abaixo do Site Hype Science. Clique no link abaixo para ver as imagens e ler o texto na íntegra. 


"Há cerca de 5,4 milhões de anos começou nossa separação em relação aos grandes primatas e muitos pesquisadores acreditam que o S. tchadensis seria o “elo inicial” deste processo. 

Em 2001, foi encontrado no Deserto de Djurab (República do Chade) um crânio fragmentado que supostamente era de um S. tchadensis e, ao analisar a parte do crânio que se conectava ao pescoço, imagina-se que o animal era bípede.
Contudo, há quem acredite que não se tratava de um elo evolutivo, pois a caixa craniana era menor (350 cm³) do que a dos chimpanzés (390 cm³). Outros argumentam que o crânio era distorcido demais para ser de uma espécie mais próxima dos humanos do que dos grandes primatas".

10 Mistérios sobre a evolução humana

Os  seres humanos são uma espécie única no planeta, e muitos detalhes sobre a nossa evolução ainda permanecem um mistério. Por que evoluímos para esta direção e não para outra? Por que somos a única espécie humana que ainda existe? Que outros caminhos a nossa evolução poderia ter tomado? E, mais importante: para onde vamos? Confira as discussões e respostas para algumas destas questões!

De onde vieram os humanos modernos?

O debate mais intenso sobre a evolução humana é sobre o local de origem dos humanos modernos. Uma hipótese afirma que os nossos ancestrais saíram da África, de onde se espalharam lentamente por outras partes do mundo, substituindo populações existentes de humanos mais arcaicos. 

Já a hipótese multirregional acredita que os humanos modernos evoluíram em grandes áreas de humanos arcaicos, com populações de diferentes regiões se encontrando e juntando as características que formam a população moderna. 

A primeira hipótese é a mais aceita entre especialistas, mas a multirregional também tem um grande número de adeptos. » O homem moderno é um fracote


9. Quem foi o primeiro hominídeo?

Cientistas descobrem cada vez mais antigos hominídeos, bípedes que eram nossos primos, com os quais tínhamos um ascendente em comum, e nossos ancestrais diretos. 

A tentativa de encontrar o mais antigo é frequente pois a descoberta poderia ajudar a responder questões fundamentais sobre a evolução humana, como quais adaptações aconteceram no corpo humano e em que ordem elas ocorreram. Atualmente, a ossada mais antiga encontrada pelos cientistas é a de um Ardipithecus ramidus, que tem 4,4 milhões de anos de idade.


8. Os humanos procriaram com os Neandertais?

É possível que os humanos tenham procriado fora da sua espécie? Será que nossa espécie ainda pode ter genes de nossos parentes extintos? Alguns cientistas sugerem que os Neandertais não foram extintos, e sim foram incluídos na sociedade humana moderna através da procriação entre as espécies. Isso é pouco provável já que o cruzamento entre espécies gera apenas híbridos que não podem se reproduzir, como a mula. » 10 coisas que tornam os seres humanos especiais


7. Por que a humanidade moderna saiu da África há 50 mil anos?

Há aproximadamente 50 mil anos, humanos modernos saíram da África e passaram rapidamente a viver em praticamente todos os continentes, chegando até a ilhas remotas no Pacífico, por exemplo. 

Vários cientistas supõem que a migração foi ligada a uma mutação que transformou nossos cérebros, permitindo o uso de linguagens complexas e permitindo que os humanos usassem ferramentas mais sofisticadas, além da criação das artes e das sociedades. 

A visão mais popular sobre o assunto acredita que este comportamento já existia antes da migração, e que a população possa ter se tornado excessiva na África, causando esta revolução evolutiva.


6. O que é o “hobbit”?

Esqueletos encontrados em 2003 na Ilha de Flores, na Indonésia, foram chamados de “hobbits”. Cientistas não sabem se as pequenas ossadas encontradas pertencem a uma espécie humana extinta ou se são exemplos de Homo sapiens modificados, híbridos ou deformados. Outra dúvida é se eles são apenas uma espécie diferente da nossa ou se são tão diferentes de nós quanto os chimpanzés. Especialistas confiam que descobrir a resposta a essas questões poderia ajudar a lançar uma luz sobre os rumos da evolução humana. » Humanos estão em extinção

5. A evolução humana está acelerando?

Evidências recentes sugerem que a humanidade não apenas ainda está evoluindo como também está evoluindo cada vez mais rapidamente. Muitos cientistas contestam a validade desta afirmação, dizendo que é muito difícil ter certeza se certos genes realmente ficaram mais proeminentes porque oferecem benefícios adaptativos. 

Ainda assim, se a evolução está acelerando, por que isso acontece? A alimentação e doenças modernas podem ser algumas das pressões que fizeram com que a nossa genética mudasse.


4. Por que nossos parentes próximos foram extintos?

Há aproximadamente 24 mil anos, a nossa espécie, Homo sapiens, não estava sozinha no mundo. Os nossos parentes mais próximos, os Neandertais, ainda estavam vivos. A ossada dos “hobbits” encontrada na Indonésia também poderia fazer parte do gênero Homo, e, de acordo com pesquisas, viveu a até 12 mil anos atrás. 

Por que estas espécies morreram e a nossa sobreviveu? Mudanças em seu ambiente ou infecções mataram estas espécies? A nossa espécie acabou com as outras? Evidências apontam para as duas possibilidades, mas não há certeza do motivo que levou à extinção destas espécies.


3. O que aconteceu com nossos pêlos?

Uma diferença grande entre os humanos e nossos “primos” evolutivos é a nossa falta de pêlos. Uma hipótese sobre a menor quantidade de pêlos dos humanos afirma que nossos ancestrais evoluíram para perder os pêlos enquanto viviam nas savanas quentes da África. 

Outra possibilidade é que os pêlos contribuíam com infecções de parasitas e suas doenças. Uma teoria pouco tradicional afirma que perdemos nossos pêlos após uma leve adaptação para uma vida aquática, mesmo que a maior parte dos mamíferos aquáticos de tamanho semelhante ao humano tenham pelagem densa. » Os papais nos tornam humanos


2. Por que somos bípedes?

Nossos ancestrais desenvolveram uma postura ereta muito antes do desenvolvimento do cérebro humano ou o uso de ferramentas. A pergunta é: por que ter a postura ereta e andar sobre dois pés se os primatas próximos a nós andam em quatro patas? 

Ter uma postura bípede gasta menos energia do que andar sobre as quatro patas, além de liberar os braços para serem usados para carregar comida. Além disso, esta postura pode ter ajudado no controle da temperatura corporal, pois diminui a quantidade de pele exposta diretamente ao sol.


1. Por que desenvolvemos cérebros grandes?

Não há dúvidas que nossos cérebros grandes deram aos humanos uma vantagem enorme em relação aos outros animais. Ainda assim, o cérebro humano é um órgão extremamente custoso ao corpo: ele utiliza apenas 2% da massa corporal humana, mas utiliza quase um quinto da nossa energia. 

Há 2 milhões de anos, nenhum de nosso ancestrais tinha um cérebro maior que o dos primatas. Então o que causou este aumento? Uma possibilidade é que o aumento da inteligência ajudou para que nossos ancestrais construíssem ferramentas melhores. 

Outra hipótese afirma que o aumento do cérebro ajudou nas relações com outros humanos, mas a mudança também pode ter ocorrido para que nossos ancestrais pudessem lidar com as mudanças do mundo. » 15 Extraordinários fatos sobre o corpo humano

[Fonte: Live Science]
 Nossa fonte é o site do HypeScience:  Disponível em: 
 http://hypescience.com/24220-10-misterios-sobre-a-evolucao-humana/                Acesso em 29/01/2013


Conheça os três maiores mistérios da evolução humana


Quanto à nossa evolução, apesar de muitos estudos e teorias já terem sido formulados, ainda há muito debate sobre como exatamente nos tornamos, ao longo de centenas de milhares de anos, a espécie humana que somos hoje. Três questões, em específico, dividem opiniões entre os cientistas e curiosos em geral. Aprenda um pouco mais sobre estes pontos, a saber:  

1) Bipedismo (dois pés) Charles Darwin dizia que os ancestrais do Homo sapiens passaram a caminhar sobre dois membros ao invés de quatro por conveniência: foi uma adaptação para deixar nossas mãos livres para criar ferramentas, o que acelerou a evolução. Essa tese já foi derrubada: hominídeos se tornaram bípedes há mais de 4 milhões de anos, enquanto as ferramentas mais antigas de que se tem registro não passam de 2,6 milhões.

Ainda não há certeza sobre o motivo real. Alguns defendem que ser bípedes nos fez mais altos, o que é uma vantagem para visualizar presas e predadores. Outros afirmam que andar sobre duas pernas nos fez mais rápidos e hábeis, ampliando o território por onde podíamos nos expandir e instalar


2) Perda de pelos - Os mamíferos têm o corpo coberto de pelos por proteção: com maior capacidade de conservar a temperatura corporal, os animais podem se instalar em regiões mais frias e inóspitas. Mas os antecessores do Homo sapiens acabaram fazendo o caminho oposto, e também há mais de uma teoria para o que levou a isso.

Uma das ideias afirma que foi o contato com a água. Passando mais tempo de vida nadando em lagos ou rios, fomos perdendo a necessidade de tanta pelagem. É por isso que os mamíferos aquáticos (como a baleia, por exemplo) não precisam disso.

Outra corrente de pensamento, no entanto, defende que a perda dos pelos aconteceu quando os hominídeos deixaram as florestas e passaram a viver também em savanas, onde não há proteção contra os raios solares e poderíamos nos superaquecer. Logo, fomos perdendo a “cobertura”.

Essa teoria parece mais sensata, com um único porém: alguns animais, como leões e zebras, vivem perfeitamente bem e recobertos de pelos nas savanas africanas, onde as temperaturas são sempre altíssimas. 

3) Aumento do tamanho do cérebro -  Nosso desenvolvimento encefálico (aumento do tamanho do cérebro), impulsionou a evolução do Homo sapiens. Neste ponto, nossa distinção dos outros primatas é clara. Enquanto os macacos não podem ter um cérebro muito grande porque as mandíbulas fazem muita força e pressionam o crânio com violência, uma mutação genética teria feito os hominídeos se livrarem deste problema.

A maioria dos cientistas sempre imaginou que o cérebro humano foi pouco a pouco crescendo e nossa capacidade foi aumentando. Mas há quem pense o contrário: as novas habilidades adquiridas ao longo do tempo é que foram conferindo mais complexidade ao cérebro.

Uma nova adaptação é que incitava um novo desenvolvimento do cérebro, e isso teria acontecido incontáveis vezes ao longo da nossa linha evolutiva. New Scientist]
Entre 1,9 e 2 milhões de anos atrás o cérebro de nossos ancestrais aumentou incrivelmente. Agora, cientistas encontraram fósseis que alimentaram uma teoria já existente: o alimento principal deles era peixe, o que pode explicar o aumento da capacidade intelectual que culminou na nossa existência. Os fósseis foram encontrados no norte do Quênia, acompanhados de ferramentas de pesca.

Cientistas já haviam proposto uma dieta à base de peixe para explicar o aumento no cérebro de nossos ancestrais, mas essa descoberta pode comprovar a teoria.
Apesar de a geografia do lugar estar diferente, cientistas acreditam que, onde eles estão escavando, era um lugar que abrigava um lago.

Alguns pesquisadores, no entanto, acreditam que os peixes eram apenas parte da dieta que causaram o crescimento cerebral nos primatas antigos. Para que isso ocorresse, uma dieta completa, com vegetais e outros tipos de carne, seria necessária. [LiveScience]

Matéria retirada do Site HypeSience. Veja os gráficos e a matéria completa. 
Clique aqui  ou no link abaixo:       

Até  Novembro de 1859 (século XIX), quando o naturalista britânico Charles Darwin criou a Teoria da Evolução, com a publicação do livro ‘A Origem das Espécies Por Meio da Seleção Natural’, os cientistas acreditavam que os seres  teriam a aparência semelhante à que temos hoje.   

De acordo com a teoria de Charles Darwin (1809-1882), todas as espécies de animais e vegetais se transformam ao longo do tempo, sobrevivendo apenas aquelas que se adaptam melhor ao ambiente. 

Acredita-se que  somos descendentes dos mesmos antepassados dos atuais  chimpanzés. Isso não significa que viemos dos macacos, como dizem algumas pessoas, mas que seres humanos e macacos podem descender de uma  mesma espécie.


A  teoria de   Darwin, que diz que as espécies se originam de  processos inteiramente naturais contradiz a crença religiosa, que defende a criação divina  apresentada na Criacionista, que diz que Deus criou o mundo e tudo que nele há, ao contrário da  Teoria da Evolução defendida por Charles Darwin, que diz que os seres vivos surgiram da evolução das espécies. 

http://pt.wikipedia.org/wiki/A_Origem_das_Esp%C3%A9cies

Teoria da Evolução

Teoria Criacionista